Ainda gostava, um dia, de ver a classe dos professores do ensino público preocupada com:
- a melhoria da qualidade do ensino público em Portugal;
- com os níveis de aprendizagem dos alunos e com os próprios alunos;
- com a convergência do ensino português em relação aos países mais desenvolvidos.
Ao invés, constantemente, tem-se assistido a uma classe preocupada essencialmente com:
- o respeito pelo seu sindicato (isso sim é que é importante);
- o seu umbigo.
Sejamos realistas, como é que uma classe que demonstra tamanha falta de respeito para com a sua própria profissão como demonstraram ontem os professores, pode alguma vez ter capacidade intelectual para se preocupar com as verdadeiras questões do ensino?
Quando os professores que fizeram greve ontem não percebem que apenas prejudicaram os alunos e o ensino e nada conseguiram ou conseguirão com o acto de rebelião praticado, pouco mais há a fazer, senão apregoar rapidamente pela democratização do ensino, nomeadamente, através do mecanismo do "cheque ensino", para que sejam os contribuintes a decidir onde querem colocar os filhos a estudar.
Naturalmente, abrir-se-á uma nova fileira de negócio e de investimento, porque as escolas privadas que existem actualmente não chegarão para a vontade de migração que existirá se uma medida destas for avante.
Ontem, em quantas escolas privadas os alunos foram impedidos de realizar o exame nacional?