8 de janeiro de 2013
7 de janeiro de 2013
Biblioteca Digital do DN (9)
Tinha e mantenho alguma expectativa pela escrita de Rui Cardoso Martins. Apesar de não ser um conto original (para esta iniciativa), não saí desiludido com "O Progresso da Humanidade". A escrita é boa, a forma é agradável e o enredo é criativo e em determinadas partes enleante, sempre com um toque de humor bem presente. Gostei.
Nuno Markl, a exemplo do que tem feito profissionalmente na rádio nos últimos anos, conseguiu demonstrar uma incrível capacidade para dissertar linhas atrás de linhas sobre nada. Absolutamente nada. Não encontro outro adjectivo para descrever os escritos deste rapaz que não seja este: triste. Esta passagem do conto - “[…] e era por isso que Fernando, homem recatado, com ambições de invisibilidade, nunca lá punha os pés.” – mais não é que um auto-reflexo. Também ele (o conto) vez alguma sairá da sua triste invisibilidade.
Nota: conto voltar a ter esta rubrica em dia dentro em breve.
Nota: conto voltar a ter esta rubrica em dia dentro em breve.
isto tem a ver com
Biblioteca DN,
livros,
Nuno Markl,
Rui Cardoso Martins
É mais ou menos isto, não é?
Os parolos da Meo estão a gastar rios de dinheiro em publicidade para propagandear a introdução de uma funcionalidade/serviço que a Zon, sua única concorrente, disponibiliza aos seus clientes há mais de um ano. Uau! Brilhante!
Deve ter sido a parolice (leia-se custos disparatados) dos anúncios dos Gatos e o investimento na promoção d' A Bola TV que os desviaram do essencial: servir bem os clientes.
Shame on you...
Homeland
Comecei ontem a ver a 2a temporada do Homeland (Segurança Nacional em PT). Para aqueles que têm seguido semanalmente pela Fox, terão hoje o último episódio desta temporada (haverá 3a de certeza). Mas eu não gosto de ver séries com uma cadência semanal. Chateia-me estar a ver um episódio, ficar empolgado para ver o próximo e não poder. Por isso prefiro fazer o esforço de abdicar semanalmente para deixar a gravar. Desta forma, quando começo a ver, a decisão de para ou continuar a ver outro episódio está nas minhas mãos. Não consegui fazer como na 1a série, mas ontem já vi 3 episódios e posso dizer que está ao rubro. A qualidade da trama mantém-se e os actores continuam fabulosos. Imperdível.
Para o Sporting em 2013
Desejo:
um presidente que não seja atrasado mental;
um treinador principal que perceba alguma coisa de futebol;
um treinador adjunto que seja apenas isso (sim, porque ter o Oceano a dirigir o Sporting, tem tido os resultados que estão à vista);
uma dupla de centrais que saibam defender (os 2 melhores centrais do Sporting foram dispensados por um idiota chamado Sá Pinto e estão emprestados);
dois laterais que consigam perceber que a primeira função de um lateral é saber defender e só depois disso é que devem pensar em "apoiar na ala" (o Ínsua esqueceu-se desta parte e o Cedric coitadinho ainda devia estar mais um ano na Académica);
um meio campo sem o Elias;
uma equipa a jogar em 4x4x2 à antiga, com dois médios centros que saibam dominar, passar e pressionar (o Adrien e o André Martins são de longe os melhores médios centro do plantel - mas em 4x4x2 não podem jogar em simultâneo -, só falta mais um e de preferência alto e cheio de força), no entanto, para mim era Hugo Viana e mais 10;
uma equipa a jogar em 4x4x2 à antiga, com dois médios centros que saibam dominar, passar e pressionar (o Adrien e o André Martins são de longe os melhores médios centro do plantel - mas em 4x4x2 não podem jogar em simultâneo -, só falta mais um e de preferência alto e cheio de força), no entanto, para mim era Hugo Viana e mais 10;
dois extremos que saibam cruzar (nenhum deles é o Capel) e que consigam que as suas acções de desequilíbrio tenham consequência (sim, Carrillo esta é para ti);
que o Wolfs tenha um companheiro de ataque que lhe permita estar na área e fazer golos em vez de andar a correr feito parvo para as laterais;
que o companheiro de ataque do Wolfs marque golos, mas acima de tudo que o apoie e seja alguém com capacidade de ter bola e fazer o último passe;
que o Izmailov, caso vá para o Porto e comece a jogar (se for para continuar lesionado pode ir à vontade), tenha uma lesão que o faça terminar a carreira imediatamente;
sorte!
Ah! e que o Patrício se mantenha na baliza.
Parece que o socialismo se pega
Incoerência, incongruência, falta de memória, necessidade de agradar ao povinho e falta de bom senso...
isto tem a ver com
Actualidade,
Cavaco a dizer adeus
31 de dezembro de 2012
Para 2013
A todos os que aqui costumam passar, a todos os que por cá passaram e aos que ainda vão passar, desejos de um ano de 2013 com saúde, amizade, trabalho, espírito crítico, livros, música, cultura, boa comida e bons momentos com as pessoas que o merecem.
28 de dezembro de 2012
Barclaycard - Provavelmente o pior cartão de sempre
A propósito deste post, reitero que o o Barclaycard é provavelmente o pior cartão de crédito do mercado.
Não no sentido estrito do termo, porque nesse aspecto deverão ser todos iguais. Os de crédito.
Mas como em todas as análises entre melhor e pior que fazemos, há ponderadores que fazem a diferença. Num caso como o dos cartões de crédito normalmente os mais objectivos são: a) limites de crédito; b) custo da anuidade; c) taxa de juro associada. Num plano mais subjectivo: a) ausência de problemas e chatices. Que na maioria das vezes nada tem a ver connosco.
O Barclaycard é competitivo nos dois primeiros critérios, nos limites chega a ser até disparatado, e para contrabalançar as taxas de juro têm que ser superiores. Mas, para quem como eu, paga normalmente a 100%, a taxa de juro é relativa.
O problema é quando chega à parte dos problemas. A palavra certa para qualificar é: desgraça.
Aquela gente ultrapassa todos os limites possíveis e imaginários da incompetência.
Além disso são uma organização sem "rosto", não há nomes de responsáveis, um balcão de atendimento, nada, simplesmente um contact center, sem qualquer homogeneidade no trato, carregado de gente inqualificada e impreparada para resolver os problemas criados pela própria estrutura.
Como se isso não bastasse, são burlões, porque usam o dinheiro dos clientes em proveito próprio, sem que para isso o compensem.
Resumindo, deixo aqui o meu conselho a todos os que lêem este blog:
Não se tornem clientes Barclaycard.
Para os que já são clientes fica a minha opinião e façam o que entenderem.
O meu problema demorou 1 ano e 2 meses a ser resolvido. Fui 100% alheio à sua criação e tive, em simultâneo, o mesmo problema noutro banco que mo resolveu em 3 semanas.
isto tem a ver com
Barclaycard em Portugal,
Clonagem de cartões,
Coisas minhas,
Fuck Barclaycard
Melhores livros lidos em 2012
Top 15 - Livros lidos em 2012:
1 - Contos de São Petesburgo - Gógol
2 - O Livro de Areia - Borges
3 - O Sonho do Celta - Llosa
4 - A Morte de Ivan Ilitch - Tolstoi
5 - Paris é uma Festa - Hemingway
6 - Acabadora - Michela Murgia
7 - O Caminho da Baleia - Francisco Coloane
8 - O Grande Gatsby - Scott Fitzgerald
9 - A Brasileira de Prazins - Camilo Castelo Branco
10 - Memória de Elefante - Lobo Antunes
11 - Lituma nos Andes - Llosa
12 - Os Novos Contos da Montanha - Torga
13 - Os meus anos em Cuba - Eduardo Manet
14 - Contos Orientais - Marguerite Yourcenar
15 - História Universal da Infâmia - Borges
Como não consegui escolher só 10, optei por um top de 15.
Actualmente estou a ler Voltaire - Cândido ou o Optimismo. Deixo aqui uma citação curiosa que li hoje de manhã:
"Fazei um exercício: levai qualquer passageiro a contar-vos a sua história, e se encontrardes um só que não tenha maldito a sua vida e não tenha muitas vezes dito a si mesmo que era o mais infeliz dos homens, lançai-me ao mar com a cabeça para baixo."
isto tem a ver com
Coisas minhas,
livros,
Voltaire
A voz dos clientes (6)
Pequenas coisas deste nosso Portugal.
Um acordo assinado pela Ministra Ana Jorge (2009) previa que os clínicos sindicalizados recebessem mais pelas horas extraordinárias do que os que não fossem.
É caso para dizer.......EXTRAORDINÁRIO!
Ouviremos, ou não, o camarada Arménio, e os outros camaradas encher a boca e falar sobre direitos iguais para todos?
Afinal como dirão os camaradas, há portugueses de primeira e de segunda.
E afinal os do sindicato são superiores aos outros.
Porque será?
Estudasses........
Naaaaaaaa, isto não é,..... Inconstitucional!!!
p.s. Só para dizer que a ARS não cumpriu, e, gerindo muito bem o nosso dinheiro......pagou igual a todos.
Ora aí está!
Alexandre Pires
27 de dezembro de 2012
Ainda a propósito do Nicolau
Se eu ao fim de 32 anos de experiência de trabalho cometesse um erro tão primário, demonstrasse tanta incompetência e parcialidade, provavelmente seria despedido.
A experiência serve para isso mesmo, para despistar erros, ter uma maior capacidade crítica e para que nos tornemos ponderados nas decisões.
O que me leva a pensar que Nicolau pode ter sido durante toda a vida:
- um incompetente jornalista;
- um competente lambe-botas;
- um incompetente economista;
- uma competente voz partidária.
Voltando ao início deste post. Dizia eu que provavelmente seria despedido se, ao fim de 32 anos, tivesse alinhado pela incompetência de forma tão directa e inexplicável. Isso seria verdade para a maioria das pessoas, mas não para quem trabalha no Expresso. Porque no Expresso quase todos são assim: incompetentes e parciais. Sobram os Henriques (Monteiro e Raposo)...
Para terminar, não se preocupem com o Nicolau que ele um diz destes chega ao lugar de sonho e para o qual tanto tem trabalhado. A parcialidade tem quase sempre a sua recompensa...
isto tem a ver com
jornalistazecos,
Socialistas cara de pau,
Sociedade fraquinha,
xuxas
26 de dezembro de 2012
Para a prosperidade, Nicolau
(clicar para ler)
Imagino o quanto se deve ter babado o grande Nicolau "das bolachas" a escrever este artigo.
Mas um xuxa que se preze é mesmo isto:
- Um desavergonhado, tendencioso e bafiento.
E por mais que se desculpe de ter sido embarretado, o que fica para memória é o artigo que escreveu em que recomendou a entrevista de um charlatão. Ou seja, basta alguém dizer o que o Nicolau quer ouvir que ele vai logo a seguir recomendar.
Mas um xuxa que se preze é mesmo isto:
- Um desavergonhado, tendencioso e bafiento.
isto tem a ver com
jornalistazecos,
Socialistas cara de pau,
Sociedade fraquinha,
xuxas
21 de dezembro de 2012
19 de dezembro de 2012
13 de dezembro de 2012
Ter imaginação é bom mas não chega
Na capa surge a informação que ganhou o Prémio Literário Maria Rosa Colaço
(um prémio de literatura juvenil).
Admito que este não seja o seu melhor livro, e, para bem da sanidade mental
de Afonso Cruz, espero que não seja sequer uma amostra fidedigna das suas
qualidades literárias. Há algumas boas passagens, mas também há metáforas que não têm o mínimo sentido e que conjugadas não deixam o livro embalar para o campo da qualidade.
Não sei se terei paciência e vontade para ler outro livro dele.
Porque se a literatura se cingisse à capacidade de imaginação tenho um tio
que seria um grande escritor.
Há duas coisas boas que o livro reflecte: a primeira é uma página em que aparece o nome de vários
escritores, todos grandes vultos da literatura e que o autor leu; a segunda é a prova
constante de que Afonso Cruz leu muito Borges. Admito que a faixa etária para a qual se dirige o livro não tenha ainda lido Borges ou muitos dos escritores referidos no livro.
Por outro lado, se quiser entrar no universo de Borges, prefiro ler Borges. E
gosto de admitir, por hipótese, que todas as pessoas o prefiram. Porque é
infinitamente melhor.
O final do livro é completamente ridículo e o episódio trágico da personagem Bombo não tem o mínimo cabimento. Mas provavelmente os filhos dele (a quem dedica o livro) vão
dizer-lhe isso quando lerem o livro.
Para não correr o risco de perder o sentido literário da coisa, agarrei-me à
“A Morte de Ivan Ilitch” de Tolstoi que é
de um poder literário absurdo.
Como dizia Thomas Mann: “Os bons livros deviam ser proibidos de ler, pois, existem
os óptimos.”.
Embora este não chegue sequer a ser bom, a lógica mantém-se em cadeia até ao infinito como dizia Borges na "Biblioteca de Babel".
isto tem a ver com
Afonso Cruz,
Coisas minhas,
Jorge Luis Borges,
livros
12 de dezembro de 2012
Salad Ensemble
Improvisar = Criar e reproduzir em simultâneo
É um colectivo de
músicos que se predispõe a subir a um palco interpretando uma peça onde a
criação e a reprodução se tornam um simultâneo. Num universo onde o aparente
antagonismo e dispersão musical é instantaneamente modulado e modificado por
toda a concepção musical presente na peça reproduzida, a presença de um
condutor garante a coerência e a linha abstractamente delimitadora que conjuga
e molda as opções musicais tomadas por cada instrumentista. Se o conhecimento
do instrumento é fundamental numa vertente experimentalista, a sinceridade, a
solidariedade e o respeito musical conjugados entre todos os intervenientes
fazem com que a ilusão da improvisação se transforme numa clara e direccionada
percepção sonora, constituindo, por isso, uma experiência sempre única para
quem dirige, executa e ouve.
Foto daqui
P.s. Texto que escrevi para tentar apresentar o Salad Ensemble. No entanto, tentar descrever um projecto de música improvisada com palavras, ainda que minimamente, pensadas redunda num paradoxo de todo o tamanho. Além de que é uma tarefa absolutamente falível e provavelmente infrutífera.
isto tem a ver com
Coisas minhas,
João Clemente,
Música,
Salad Ensemble
11 de dezembro de 2012
Biblioteca Digital DN (8)
Mais dois contos desta colectânea.
Com duas formas distintas dos que tinham sido publicados até agora.
"Acho que posso ajudar" de David Machado é o primeiro conto infantil desta iniciativa do DN. Com ilustrações de Mafalda Milhões, o conto traça em jeito de alegoria ao quotidiano da vida adulta em contraste com a vida infantil. E como normalmente acontece nos contos infantis, a ironia está bem presente.
Por outro lado, JP Simões não necessitou de recorrer a alegorias, passando directamente à sátira social, com sagacidade suficiente para não entediar ou cair em lugares comuns. Utilizando a forma de uma carta escrita a um director de jornal (a parte menos conseguida do conto, até desnecessária, dirigir-se directamente ao leitor serviria bem melhor) o redactor descreve ao som de uma banda sonora, facilmente audível, uma ideia de final de vida que diz muito da personalidade do autor do conto. Música, boémia, sinceridade, amizade. Gostei. Para mim é o melhor cantautor português e depois do que li vou ver se arranjo o livro de contos que escreveu.
isto tem a ver com
Biblioteca DN,
David Machado,
JP Simões,
livros
Duas certezas e a mesma confirmação de Alvalade
Ontem saí de Alvalade com duas certezas:
1) Sá Pinto não sabe o que é uma pré-época e pior que isso decidiu sempre a favor do seu ego (que é muito) em vez de decidir em prol do clube de que se diz aficionado (exemplo flagrante: a dispensa inexplicável de Onyewu que era só o melhor central do plantel, mas que, segundo consta, teve a frontalidade, que se veio a revelar perspicaz, de dizer a Sá Pinto na final da taça que ele não percebia nada de futebol);
2) Franky Vercauteren não tem nível para treinar o Sporting, não serve, ponto. Não preciso de ver mais. Disse-o logo após o jogo com o Basileia. Senão vejamos: uma equipa que, nas condições psicológicas do Sporting, ganha ao Braga - um rival directo - e depois tem 11 dias para preparar o jogo com o Basileia - numa altura em que desse jogo ainda poderia resultar a qualificação da fase de grupos da Liga Europa - e não consegue capitalizar essa dose de alento psicológico, diz muito sobre a qualidade do seu timoneiro. Ontem foi só mais uma demonstração de alguém que não sabe ler o jogo, que não percebe o que uma equipa precisa em determinados momentos do jogo e que, pior, não assume as culpas pelos erros que cometeu, preferindo acusar os jogadores de erros primários. Quando quem mais errou ontem não foram os jogadores mas sim o treinador.
Além destas duas certezas, ontem foi possível mais uma vez confirmar que Elias, por si só, um dos piores jogadores do Sporting. Se a esse facto acrescentarmos os € 9 milhões que custou, percebe-se claramente que se trata do pior negócio desportivo da história do Sporting. Pelo que não joga, pelo que não rende, pelo que prejudica a equipa quando está em campo, pelo que se esconde do jogo, pela gritante falta de classe que tem, mas acima de tudo pela falta de respeito pela instituição Sporting que demonstra a cada movimento que faz.
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