Depois do envio de José Sócrates para um centro de novas oportunidades em Paris e na iminência de Santana Lopes privatizar o Totobola, os sócios desta Taberna sentiram-se obrigados a tomar as rédeas do país, tendo como base de comando este espaço!

16 de novembro de 2012

Não podia estar mais de acordo

Pela segunda sexta-feira seguida, sou "obrigado" a citar o Rui Rocha.
Desta vez por outros motivos. É que o Rui conseguiu exprimir com tamanha exactidão aquilo que sinto em relação a Saramago.

E isso quer dizer o que?


Esta afirmação tão estapafúrdia só poderia vir de um idiota chapado.
Mas o que é que este atrasado mental não percebe?
Mas ainda há pessoas que se deixam levar (liderar) por um tipo desta categoria?

Míscaros 2012


Proposta de fim de semana!
Os Xaral's Dixie lá estarão nos 3 dias do festival!

Estivadores

Segundo o i, finalmente o governo decidiu-se a acabar com a palhaçada da greve dos estivadores, preparando-se para fazer a requisição civil. Não sem antes dar mais uma oportunidade a essa classe de gente que não tem o mínimo respeito pelo país, exigindo-lhes, veja lá, que pelo menos trabalhem em bocadinho.
Realmente, com gente desta é difícil algum governo fazer alguma coisa. Gente que ganha em média € 4 mil por mês. E qual é de facto a grande reivindicação dos homens?
Não querem que uma parte do seu trabalho possa ser feito por outras pessoas. Mesmo que essa parte do trabalho não exiga grandes competências técnicas. Ou seja, não admitem que sejam contratadas outras pessoas para fazer uma parte do trabalho que eles fazem. Querem continuar a ser principescamente pagos mesmo nas tarefas mais redutoras.
Haja paciência para esta gente e para a porcaria dos direitos adquiridos que a porcaria da nossa constituição consagra como se se tratasse da última coca-cola do deserto. 

15 de novembro de 2012

Um exercício para perceber as coisas

Toca a experimentar se é possível reduzir o défice do estado sem mexer em salários e na função social.
Aqui!

Hoje Teatro


14 de novembro de 2012

Na greve geral nada se propõe e nada se reivindica, tudo se protesta

Vi agora uns miúdos da faculdade, não mais de 50, que iam na Av. da República a gritar qualquer coisa em que Bolonha rimava com vergonha. Não passou de um protesto. Porque na realidade não reivindicavam nada. Apenas protestavam.
Não quero extrapolar directamente para a greve (dita) geral, mas parece-me que o caso é o mesmo.
Aplicando a lei de Lavoisier:
Na greve geral nada se propõe e nada se reivindica, tudo se protesta.
Imagino como Lavoisier ficaria orgulhoso do grande Arménio, este seu genial discípulo.

Leituras


Marguerite Yourcenar
"Contos Orientais"

Não vi um único sinal de greve

Esta manhã não notei uma singular alteração ao habitual.
As 3 carreiras da Carris, que passam na paragem que utilizo, mantiveram a mesma regularidade, apesar de só uma delas constar nos serviços mínimos.
Aliás o primeiro sinal de que a greve não estará a correr bem foi dado precisamente pelo grande Arménio: 9h10min Líder da CGTP acusa Governo de usar polícias para intimidar piquetes.~

P.s. Aguarda-se a todo o momento notícias de Wall Street.

13 de novembro de 2012

Do particular para o geral

Amanhã será o segundo dia mais feliz da vida do grande Arménio Carlos. Vai ser a sua segunda greve geral em menos de um ano. Espero que esta lhe corra melhor que a anterior (em Março) que pouco mais foi que uma insípida tentativa de criar ruído sem qualquer fundamentação.
Para amanhã augura-se o mesmo.
Pessoalmente, sou por natureza contra a greve em si, mas sou completamente contra uma ideia dita "geral" mas que afinal é muito mais circunspecta e fulanizada do que a nomenclatura aparenta.

P.s. Recebo informações de que há polvorosa expectativa acerca do presumível impacto das declarações de Arménio Carlos em Wall Street. Há quem chegue a aventar um mini-crash bolsista.

12 de novembro de 2012

Bata pendurada

E eu que julgava que os médicos, fruto da sua formação, seriam necessariamente pessoas ponderadas e de bom senso.
João Semedo já deve ter arrumado a bata e com a bata foram os princípios, a ponderação e o bom senso.
É que proferir declarações deste género não dignifica ninguém. Muito menos alguém que devia ter maior capacidade para discernir.


"O BE está disponível para coligações nas autárquicas? J[oão[S[emedo]:Onde for preciso reunir a esquerda toda para bater a direita podem contar com o BE.".
Tristes...

Biblioteca Digital DN (4)

Se, pelo título – A Queda de um Anjo - poderá vir imediatamente a lembrança da música dos Delfins, augurando algo de menos de bom ao conto, a originalidade explícita nas primeiras linhas escritas por Afonso Cruz encarregam-se de, rapidamente, eliminar tão desagradável lembrança.
Embora o início prometa mais do que o conto realmente é (a nota final do conto é despropositada), seria incorrecto não o considerar o melhor conto até agora desta iniciativa do DN. Sustentado por um alinhamento simbiótico entre palavras e estrutura, Afonso Cruz leva-nos para o universo onde se sente melhor, o da originalidade. Escudado numa escrita agradável e com fluência.
Para além de que demonstra dominar muito melhor a arte literária do conto do que anteriores autores desta colectânea.

A Moeda de Gonçalo M. Tavares foi o oitavo conto desta série. Um conto que pode parecer abstracto ou absurdo, de onde emerge a clara a influência de Gogol e até de Kafka, mas que no fundo é uma parábola interessante acerca da sociedade e do pensamento dos indivíduos. Além de que está muito bem escrito. Tinha alguma expectativa e não saiu gorada. Gostei.

9 de novembro de 2012

Poupanças vs demagogia de esquerda

O Ruca, essa miserabilista e salazarenta personagem, está a contaminar as mentes tenras das nossas crianças com princípios ecológicos absolutamente indefensáveis. Agora, como é? Isto fica assim, ou segue-se petição?


Post usurpado daqui. Com a devida vénia ao Rui Rocha.

Obrigado estivadores, podem continuar que o país agradece

Desespero e falta de vergonha

Hoje o Record bateu no fundo!
Apresentou uma capa com uma imagem manipulada!
Quer dar a entender algo que não aconteceu!
A todos os filhos da puta que pertencem a este jornal informo que nunca mais darei um cêntimo que seja para alimentar a porcalhice que publicam diariamente!

P.s. O comunicado do Sporting é pouco mais que ridículo. Foda-se não há maneira desta direcção fazer uma coisa (só uma!) de jeito?

8 de novembro de 2012

A esquerdalha portuguesa é nojenta!

Podia escrever muitas coisas neste post sobre a esquerdalha portuguesa. Mas, a propósito do que andam a querer fazer (já ouviram falar de democracia, liberdade, direito de expressão sem ser para eles próprios?) a Isabel Jonet só me apraz dizer isto (também podem e devem ler isto e isto):

A esquerdalha portuguesa é nojenta!

Se quiserem perceber mais alguma coisa sobre esta temática pesquisem, pensem e tirem as vossas ilações. Eu já o fiz e não tenho dúvidas:

A esquerdalha portuguesa é nojenta!

Como sempre

Para variar a Câmara de Alcanena preferiu assobiar para o lado em vez de tomar uma decisão.
Poderiam ter existido propostas algumas alternativas, poderiam ter sido discutidas essas alternativas em sede de Assembleia Municipal, mas, a senhora presidente (com a conivência da maioria da assembleia municipal, com certeza) preferiu a opção de não assumir nenhuma posição acerca da proposta de reorganização administrativa das freguesias do município de Alcanena.
Não há qualquer novidade neste campo, até porque, o pavor por tomar decisões "difíceis" e capazes de ferir susceptibilidades partidárias (e não só, muitas vezes, apenas e só tomar decisões), é coisa que faz genuinamente parte do ADN de qualquer socialista que se preze.
Provavelmente, a senhora presidente, deveria estar a pensar que esta era mais uma daquelas reformas-tipo que o seu ex-primeiro, agora refugiado em França, andava a apresentar pelo país como se de um detergente milagreiro para nódoas se tratasse, e que, como era tónico, nunca passaria disso mesmo, de propaganda, ou seja, nunca entraria em vigor. Pois bem, enganou-se.
Agora, em Alcanena, vão ter que simplesmente acatar a decisão do governo central. Assim, sem mais nada.
O que me leva a questionar sobre a primeira e verdadeira função de uma câmara municipal. Não seria a de dar voz aos seus munícipes? Ia jurar que sim.
Pois bem, a opção desta vez foi exactamente contrária. Foi optar por permitir ao governo central imiscuir-se nas decisões que deveriam ter sido tomadas pelo município. Refazendo a pergunta: Conseguiu a Câmara de Alcanena, neste caso concreto, dar voz aos seus munícipes, apresentando uma proposta minimamente consensual e estruturada? A resposta é óbvia. O que pode levar à simples conclusão de que, neste caso, a sua acção foi completamente inútil, ou, pior, foi conivente, por inépcia, com uma situação delicada, nada consensual e que poderá provocar algumas quezílias.
Por fim, relembro que esta reforma está a ser feita por um partido que está no poder, num cenário de grande austeridade, com eleições autárquicas à porta e para o qual a consequência desta reforma poderá ter um impacto relevante. Por isso, o argumento de que este PSD também não consegue tomar medidas "difíceis" e que é igual ao PS é um pouco, digamos, desajeitado, para não dizer, parvo.
Pode não ter ainda conseguido aplicar algumas das medidas que são absolutamente indispensáveis e que poderiam até ter maior e mais rápido impacto, mas é incrível como se exige num ano e meio a assertividade política que não se exigiu nos últimos 15 anos. Lá para meados de 2014 poderemos avaliar com algum rigor o trabalho do governo.

7 de novembro de 2012

A Festa Socialista

"Ontem, visitei duas escolas, como membro do júri do Prémio Escolar Montepio Geral [...]. É da segunda escola, em Lousada, que quero falar. Ao chegar lá, tive a sensação de que era um dos edifícios mais fantásticos que jamais tinha visto. Nem na Bélgica, na Dinamarca, na Suécia ou nos EUA vi escolas assim. Não há em Portugal uma escola privada que lhe chegue aos calcanhares. A arquitectura excelente, os acabamentos, a funcionalidade. Um vereador da Câmara local (por sinal socialista) confidenciou-me que na vila há uma outra escola (também muito boa) que custou um quarto do preço. A diferença é que a mais cara foi feita pela célebre Parque Escolar."

Esquerda Caviar


Biblioteca Digital DN (3)

Dando seguimento aos posts anteriores sobre este tema.

O 5º conto, da autoria de Eduardo Madeira - Um Rio Chamado Angústia - tem uma particularidade. Não é um conto. O que, tendo em conta o contexto da publicação, não deixa de ser estranho. No entanto, jus se faça, é um texto muito apelativo para, por exemplo, um workshop de escrita criativa. Tem piada e estruturalmente está bem conseguido. Reflecte perfeitamente a personalidade e o estilo do autor. Não obstante, parece-me que o mesmo poderia ter aproveitado a oportunidade concedida pelo DN para se mostrar noutro registo, mais interessante para quem lê e onde ficasse clara a versatilidade literária de Eduardo Madeira, se é que a tem. Assim nunca o saberemos. Espero que os outros humoristas presentes na lista optem por outra linha, ou caso optem por não arriscar, pelo menos que optem por escrever um conto.

Inês Pedrosa com o seu Quartos de Hotel, traz-nos, sem dúvida, um conto. Com uma linha de orientação bem delineada, onde a realidade assume papel de destaque e em que as personagens acabam por estar suficientemente vívidas para preencher os recantos da história contada. Gostei da ideia e da forma como a concretizou. Afinal, quantas estórias não terá um Quarto de Hotel para contar?