Depois do envio de José Sócrates para um centro de novas oportunidades em Paris e na iminência de Santana Lopes privatizar o Totobola, os sócios desta Taberna sentiram-se obrigados a tomar as rédeas do país, tendo como base de comando este espaço!

12 de novembro de 2012

Biblioteca Digital DN (4)

Se, pelo título – A Queda de um Anjo - poderá vir imediatamente a lembrança da música dos Delfins, augurando algo de menos de bom ao conto, a originalidade explícita nas primeiras linhas escritas por Afonso Cruz encarregam-se de, rapidamente, eliminar tão desagradável lembrança.
Embora o início prometa mais do que o conto realmente é (a nota final do conto é despropositada), seria incorrecto não o considerar o melhor conto até agora desta iniciativa do DN. Sustentado por um alinhamento simbiótico entre palavras e estrutura, Afonso Cruz leva-nos para o universo onde se sente melhor, o da originalidade. Escudado numa escrita agradável e com fluência.
Para além de que demonstra dominar muito melhor a arte literária do conto do que anteriores autores desta colectânea.

A Moeda de Gonçalo M. Tavares foi o oitavo conto desta série. Um conto que pode parecer abstracto ou absurdo, de onde emerge a clara a influência de Gogol e até de Kafka, mas que no fundo é uma parábola interessante acerca da sociedade e do pensamento dos indivíduos. Além de que está muito bem escrito. Tinha alguma expectativa e não saiu gorada. Gostei.

9 de novembro de 2012

Poupanças vs demagogia de esquerda

O Ruca, essa miserabilista e salazarenta personagem, está a contaminar as mentes tenras das nossas crianças com princípios ecológicos absolutamente indefensáveis. Agora, como é? Isto fica assim, ou segue-se petição?


Post usurpado daqui. Com a devida vénia ao Rui Rocha.

Obrigado estivadores, podem continuar que o país agradece

Desespero e falta de vergonha

Hoje o Record bateu no fundo!
Apresentou uma capa com uma imagem manipulada!
Quer dar a entender algo que não aconteceu!
A todos os filhos da puta que pertencem a este jornal informo que nunca mais darei um cêntimo que seja para alimentar a porcalhice que publicam diariamente!

P.s. O comunicado do Sporting é pouco mais que ridículo. Foda-se não há maneira desta direcção fazer uma coisa (só uma!) de jeito?

8 de novembro de 2012

A esquerdalha portuguesa é nojenta!

Podia escrever muitas coisas neste post sobre a esquerdalha portuguesa. Mas, a propósito do que andam a querer fazer (já ouviram falar de democracia, liberdade, direito de expressão sem ser para eles próprios?) a Isabel Jonet só me apraz dizer isto (também podem e devem ler isto e isto):

A esquerdalha portuguesa é nojenta!

Se quiserem perceber mais alguma coisa sobre esta temática pesquisem, pensem e tirem as vossas ilações. Eu já o fiz e não tenho dúvidas:

A esquerdalha portuguesa é nojenta!

Como sempre

Para variar a Câmara de Alcanena preferiu assobiar para o lado em vez de tomar uma decisão.
Poderiam ter existido propostas algumas alternativas, poderiam ter sido discutidas essas alternativas em sede de Assembleia Municipal, mas, a senhora presidente (com a conivência da maioria da assembleia municipal, com certeza) preferiu a opção de não assumir nenhuma posição acerca da proposta de reorganização administrativa das freguesias do município de Alcanena.
Não há qualquer novidade neste campo, até porque, o pavor por tomar decisões "difíceis" e capazes de ferir susceptibilidades partidárias (e não só, muitas vezes, apenas e só tomar decisões), é coisa que faz genuinamente parte do ADN de qualquer socialista que se preze.
Provavelmente, a senhora presidente, deveria estar a pensar que esta era mais uma daquelas reformas-tipo que o seu ex-primeiro, agora refugiado em França, andava a apresentar pelo país como se de um detergente milagreiro para nódoas se tratasse, e que, como era tónico, nunca passaria disso mesmo, de propaganda, ou seja, nunca entraria em vigor. Pois bem, enganou-se.
Agora, em Alcanena, vão ter que simplesmente acatar a decisão do governo central. Assim, sem mais nada.
O que me leva a questionar sobre a primeira e verdadeira função de uma câmara municipal. Não seria a de dar voz aos seus munícipes? Ia jurar que sim.
Pois bem, a opção desta vez foi exactamente contrária. Foi optar por permitir ao governo central imiscuir-se nas decisões que deveriam ter sido tomadas pelo município. Refazendo a pergunta: Conseguiu a Câmara de Alcanena, neste caso concreto, dar voz aos seus munícipes, apresentando uma proposta minimamente consensual e estruturada? A resposta é óbvia. O que pode levar à simples conclusão de que, neste caso, a sua acção foi completamente inútil, ou, pior, foi conivente, por inépcia, com uma situação delicada, nada consensual e que poderá provocar algumas quezílias.
Por fim, relembro que esta reforma está a ser feita por um partido que está no poder, num cenário de grande austeridade, com eleições autárquicas à porta e para o qual a consequência desta reforma poderá ter um impacto relevante. Por isso, o argumento de que este PSD também não consegue tomar medidas "difíceis" e que é igual ao PS é um pouco, digamos, desajeitado, para não dizer, parvo.
Pode não ter ainda conseguido aplicar algumas das medidas que são absolutamente indispensáveis e que poderiam até ter maior e mais rápido impacto, mas é incrível como se exige num ano e meio a assertividade política que não se exigiu nos últimos 15 anos. Lá para meados de 2014 poderemos avaliar com algum rigor o trabalho do governo.

7 de novembro de 2012

A Festa Socialista

"Ontem, visitei duas escolas, como membro do júri do Prémio Escolar Montepio Geral [...]. É da segunda escola, em Lousada, que quero falar. Ao chegar lá, tive a sensação de que era um dos edifícios mais fantásticos que jamais tinha visto. Nem na Bélgica, na Dinamarca, na Suécia ou nos EUA vi escolas assim. Não há em Portugal uma escola privada que lhe chegue aos calcanhares. A arquitectura excelente, os acabamentos, a funcionalidade. Um vereador da Câmara local (por sinal socialista) confidenciou-me que na vila há uma outra escola (também muito boa) que custou um quarto do preço. A diferença é que a mais cara foi feita pela célebre Parque Escolar."

Esquerda Caviar


Biblioteca Digital DN (3)

Dando seguimento aos posts anteriores sobre este tema.

O 5º conto, da autoria de Eduardo Madeira - Um Rio Chamado Angústia - tem uma particularidade. Não é um conto. O que, tendo em conta o contexto da publicação, não deixa de ser estranho. No entanto, jus se faça, é um texto muito apelativo para, por exemplo, um workshop de escrita criativa. Tem piada e estruturalmente está bem conseguido. Reflecte perfeitamente a personalidade e o estilo do autor. Não obstante, parece-me que o mesmo poderia ter aproveitado a oportunidade concedida pelo DN para se mostrar noutro registo, mais interessante para quem lê e onde ficasse clara a versatilidade literária de Eduardo Madeira, se é que a tem. Assim nunca o saberemos. Espero que os outros humoristas presentes na lista optem por outra linha, ou caso optem por não arriscar, pelo menos que optem por escrever um conto.

Inês Pedrosa com o seu Quartos de Hotel, traz-nos, sem dúvida, um conto. Com uma linha de orientação bem delineada, onde a realidade assume papel de destaque e em que as personagens acabam por estar suficientemente vívidas para preencher os recantos da história contada. Gostei da ideia e da forma como a concretizou. Afinal, quantas estórias não terá um Quarto de Hotel para contar?


Eleições EUA (1)

Obama foi reeleito.
Para quem tiver interesse pode consultar os resultados neste site da google.

6 de novembro de 2012

Frase da semana

"Não se trata de atacar o Estado social, mas de defender"Vítor Gaspar

Espero que a cambada socialista deste país perceba isto!

A velha história dos almoços grátis

Ainda há quem acredite que há almoços grátis? Se houver, desengane-se. Porque não há.
Aqui fica mais uma prova.

Escândalo em França

França sobe IVA para descer TSU às empresas.

Será que o Tó-zé sabe disto?
E o Louça?
E o Arménio?

Curiosidades

Ontem durante a hora de almoço tinha planeado comprar a revista LER deste mês. Mas depois de almoçar fiquei sem dinheiro suficiente e por isso teria que levantar para a poder comprar. Apontei para o fazer depois de sair do trabalho ao final da tarde. Ignorando na altura desse apontamento que teria que sair a correr porque tinha reunião de condomínio às 19h.
Claro que saí do trabalho em cima da hora e, como ainda não tinha levantado dinheiro, passei pela banca de revistas e nem sequer parei a contemplar, durante uns segundos, as capas dos jornais e das revistas, como faço habitualmente.
Ao entrar no metro, já a falar ao telefone, passo pelas portas automáticas e os meus olhos dirigem-se, como que alertados, para o chão. Onde encontro uma nota de 5 €. Delicada e naturalmente, baixo-me, apanho a nota e coloco-a no bolso. Sem parar a conversa telefónica.
Decido instantaneamente, e sem o comunicar a quem me acompanhava telefonicamente que seriam destinados à revista LER.
Ela aqui está:


Adeus anunciado de ALA

Na sua habitual crónica na Visão, Lobo Antunes anunciou com antecipação o final da sua obra literária.
Lançou este um novo livro e, segundo o próprio, tem já outro terminado que sairá em 2014. Mais dois livros de crónicas, um em 2013 e outro provavelmente em 2014, e a dará por terminada a sua obra literária.
Não sem deixar no ar a possibilidade de um "post-scriptum" (como o próprio referiu). "A partir de agora, nem mais uma entrevista para um jornal que seja, uma televisão, uma rádio.", refere o escritor.

"Se há pessoas que olham o que construí como difícil de entender é porque não compreendem a complexidade da vida, e isso não é culpa minha, é defeito delas."

"O meu trabalho está praticamente terminado. O resto fica por vossa conta e eu estarei muito longe já. É inevitável. Governem-se, se forem capazes, com a chave que vos deixo, se é que ela existe, ou não existe, ou existem várias, ou existem muitas, mudando constantemente. De cada vez, por exemplo, que oiço um quarteto de Beethoven oiço música nova. Como se pode agarrar, digam-me lá, o que constantemente muda?"

5 de novembro de 2012

Eleições EUA

Amanhã saberemos quem será o novo presidente dos EUA.
Acompanho, desde 2010, um blog sobre este mega acontecimento, o Era uma vez na América. Grande parte do que vou sabendo e do interesse que me despertou este tema, devo-o ao blog e a quem nele escreve. Nuno Gouveia, Alexandre Burmester e José Gomes André foram guiões indispensáveis para mim neste período e os próximos dias, tenho a certeza, serão repletos de bons textos e excelentes análises.
Fica a referência, mas o objectivo deste post é dar a minha opinião sobre Obama.
Apesar de lhe reconhecer grandes capacidades e méritos, tenho a certeza que ele só chegou a presidente dos EUA por ser negro. Se fosse branco, mesmo com todos os seus méritos, dificilmente teria chegado a presidente dos EUA. Porquê? Porque seria mais um entre muitos com capacidades e qualidades idênticas. Ser negro, haver a possibilidade de ser o primeiro presidente negro e a miscelânea étnica dos EUA (a alegoria da raça é transversal) foram os factores que impulsionaram a eleição de 2008.
Obama tem, obviamente, capacidades para ser presidente dos EUA. Mas não é um génio, nem o que querem fazer dele (aquele prémio Nobel será provavelmente uma das decisões mais ridículas da academia sueca). A presidência não foi excelente e a prova disso é que a um dia das eleições, as chances de vencer a eleição de 2012 encontram-se muito próximas para os dois candidatos.
Fazer previsões num cenário tão renhido não é mais do que expressar uma vontade, um desejo. Por isso, mais do que uma previsão, expresso aqui aquele que seria o meu desejo para vencer as eleições americanas. Mitt Romney.

P.s. Para quem tem interesse por estas coisas, recomendo que analisem e tentem perceber como funcionam os media nos EUA (mas não só) em cenário de eleições. Para perceberem melhor a pobreza de espírito e o défice de carácter que envolve a nossa comunicação social.

Crescimento, cultura e sociedade

1 - Haverá alguém contra o crescimento económico?
Acho que não.
2 - Haverá alguém contra o crescimento desenfreado da dívida para simular crescimento económico?
Acho que sim. Se fossemos um país com bons níveis de cultura (não necessariamente habilitações literárias) todos seríamos contra.

A proposta do PS para atingir a premissa 1 passa por executar a premissa 2.

Quem quiser continuar a acreditar nesta mentira pode fazê-lo. Quem quiser ser sério e intelectualmente honesto percebe que não é possível crescer economicamente sustentado por dívida. Basta aplicar esse exemplo à sua vida particular ou a uma empresa e facilmente perceberá isso.
Só se consegue crescer economicamente de forma sustentada com eliminação de défices estruturais, nomeadamente balança externa e saldo primário. Como é que isso se faz? Gastando menos do que se ganha e exportando mais do que se importa (sim, somos dependentes de alguns bens, já sei que sim, mas pelos vistos é possível equilibrar a balança). São mecanismo dinâmicos e têm necessariamente que ter uma correlação muito positiva. E mesmo assim pode não ser o suficiente para reduzir nominalmente a dívida, mas será, pelo menos, suficiente para não a aumentar. E, com alguma durabilidade, funcionará na redução nominal da dívida.

O resto são mentiras e farsas que um tal de Tó-zé, completamente ignorante, apoiado por uma máquina propagandista de um PS, completamente execrável, querem fazer passar a um povo, na sua maioria inculto, com a conivência de uma comunicação, completamente irresponsável.

Ter um partido a propagandear sistematicamente que a solução do pais está no crescimento económico sem explicar claramente como fazê-lo e tendo em linha de conta o histórico recente do seu modus operandi - contraindo dívida de forma abrupta e sem critério na sua aplicação -  é de uma tristeza atroz e demonstra a falta de educação, formação e preparação das nossas gentes. No fundo, a falta de cultura.
Ter uma sociedade culta (educada, formada, preparada e com capacidade crítica e de análise), mais que qualquer outra, será a melhor forma de termos um futuro melhor. E, infelizmente, essa sociedade ainda não existe, caso contrário seria impensável Sócrates ter ganho duas eleições. Quem votou em Sócrates  na 2a eleição (dou de barato a primeira) demonstrou uma total inconsciência e impreparação para viver numa sociedade que se quer culta e responsável. Só para referir um exemplo.

4 de novembro de 2012

Jotinha

Segundo o novo líder dos xuxinhas a solução para a crise portuguesa passa por estágios profissionais.
Evidentemente, repetiu ele vezes a fio.
A solução passa, claro, por subsídios. O pedigree mantém-se.
Evidentemente.

2 de novembro de 2012

Estão a ver o que eu dizia


Acabo de receber esta mail da Culturgest:

Por motivo de greve dos trabalhadores do Grupo Caixa Geral de Depósitos hoje, dia 2 de novembro, são cancelados o concerto pelo Jim Black Trio e os espetáculos incluídos no projeto CELEBRAÇÃO.
Para reaver o valor dos bilhetes, poderá dirigir-se à bilheteira, dentro do horário de funcionamento da mesma, ou ao local onde foram adquiridos.
O programa da CELEBRAÇÃO continua nos próximos dias, como anunciado.

Por acaso até queria ir ver o Jim Black e só por impossibilidade é que não comprei os bilhetes. Se tivesse comprado, lá teria que perder mais algum do meu tempo para ir tratar da devolução do dinheiro.
Lá está o que referia no post anterior, quem sofre com a greve desta gentinha (coitadinhos, tenho tanta pena dos trabalhadores da CGD), somos nós.

Coisas que não percebo

Porque é que a maioria das greves em Portugal são em empresas públicas?
Desta vez até os coitados da Caixa Geral de Depósitos fizeram greve.
E ainda tiveram sorte, o tempo não está nada mau!
A CP deve andar em greve desde o início do ano dia sim dia não. Ainda não perceberam que já ninguém liga aos seus protestos e que, tirando as linhas de Sintra e Cascais, o resto do povo já se adaptou. O que prova duas coisas: a) que o serviço prestado não é grande coisa e é caro; 2) que há montes de gente a mais nessas empresas.
Sempre ouvi dizer, que quem mais tem, mais quer ter. E é bem verdade no sector público.
Se tivessem na iminência permanente de perder o emprego talvez pensassem duas vezes antes de andar a fazer greves, mas como esse fantasma não os assola, fazem o que querem. And guess what, os principais prejudicados são sempre as pessoas que querem fazer pela vida, que têm que fazer pela vida.