Depois do envio de José Sócrates para um centro de novas oportunidades em Paris e na iminência de Santana Lopes privatizar o Totobola, os sócios desta Taberna sentiram-se obrigados a tomar as rédeas do país, tendo como base de comando este espaço!

31 de outubro de 2012

Um exemplo Municipal a seguir


O poder local, ao contrário do que tem sido a tónica nas últimas dezenas de anos, não deveria servir apenas para fazer obras, na sua maioria, patéticas e para empregar pessoas, muitos deles baseados no amiguismo.
Deveriam e devem ser um serviço à população. Criando interesse para os munícipes e para a população em geral pelo concelho. Tornando-o atractivo, dinâmico e "descomplicador". Só desta forma terá algum interesse para os munícipes, caso contrário, não passa de um braço armada da burocracia, de uma visão tachista da coisa e, pior, de uma total ausência de utilidade.

Mas, nem tudo é mau no erário municipal. A Câmara Municipal de Idanha-a-Nova criou e está a desenvolver um projecto muito interessante que se denomina: "Em Idanha há lugar para ti não emigres. Migra!". Neste programa o município publicita que:
"Temos forma de ajudar a implementar as tuas ideias de negócio, do Turismo à Agricultura e Pecuária, das Artes ao Ensino e Cultura. Para apoiar o empreendorismo e inovação criámos e adaptámos, a Incubadora de Empresas, a Incubadora de Base Rural, Zonas Industriais, Zonas Históricas, Zonas Naturais e Termais. Antes de partires para outras paragens, vem conhecer-nos melhor. Prometemos ouvir as tuas ideias e projectos."

Não qual estará a ser a adesão a este projecto, nem qual a capacidade de apoiar da câmara, mas a ideia é excelente e personifica totalmente uma das funções da que os municípios devem providenciar, ainda mais em alturas de crise como a que estamos a viver.

Deixo o link do site para quem estiver interessado em mais informação. Saber mais.

Clear all


Parece que o Jeffrén aproveitou o jogo com a Académica para fazer um soneca. A mim não espanta nada. Com a seca de futebol que o Sporting joga, qualquer um está sujeito a adormecer.
Uma das principais tarefas do Voltaren vai passar por fazer um "Clear all" na cabeça de todos os jogadores. Para que todos os resquícios das ideias amorfas que vinham da cabeça do Sá Pinto se evaporem de vez.

Dúvida de ocasião

O que fariam todos os constitucionalistas deste país, a começar no auto-intitulado supre-sumo da coisa João Miranda, e o Tribunal Constitucional se rasgarmos o acordo com a Troika ou se sairmos do Euro?

Vão considerar inconstitucional o quê? A fome generalizada? A miséria generalizada?

Será que esta gente não percebe a coisa mais simples do mundo?
A Troika é quem paga os salários aos funcionários públicos!
A Troika é quem paga as pensões!
A Troika é quem financia a Educação!
A Troika é quem financia a Saúde!
Quem achar o contrário é um completo imbecil que não percebe nada do que se passa no mundo.
Podem haver soluções diferentes para um mesmo problema, mas, neste caso, o diagnóstico é igual para todos!

Eles ainda não acabaram

Afinal há mais clones do Sócrates, além dos nauseabundos Augusto Santos Silva e, principalmente, Pedro Silva Pereira, Sócrates deixou mais um germe no parlamento. De seu nome João Galamba. O novo cão de fila do PS. Mantém a mesma característica dos seus antecessores: é uma besta!

30 de outubro de 2012

E eu tão pouco


Na semana passada, descobrimos que a Câmara Municipal de Lisboa do genial António Costa vai ficar responsável pelas despesas da genial Fundação Saramago. Ou seja, água, luz e demais coisas comezinhas não cabem na genialidade da Fundação. Os génios, como se sabe, não sabem o que é a conta da luz. Seja como for, este encargo significa mais 50 mil euros por ano. Coisa pouca, diga-se. Nada que se compare à doação da Casa dos Bicos à Fundação Saramago, depois de ter sido devidamente arranjada com obras financiadas pelo erário público. Portanto, bem vistas as coisas, tudo isto acaba por fazer sentido: a CML fez uma espécie de habitação social para um génio, e agora tem de pagar as despesas correntes do génio. E, atenção, as declarações da Presidenta da Fundação também fazem todo o sentido. Pilar del Rio anda por aí a dizer que a democracia está morta, que não há democracia. Tenho de concordar: de facto, não há democracia quando alguns privilegiados dispõem deste acesso directo ao erário público.  Mas deve ser tão bom bancar o benemérito com o dinheiro dos outros.

P.s. Saramago como personalidade causa-me repulsa. Porque não gostava de Portugal, porque era anti-democrático, porque era mal educado e porque era casado com uma personalidade asquerosa. Por tudo isto ganhei aversão a toda a sua obra. Não a consigo dissociar da personalidade do autor.

Tudo dito



Pedro Passos Coelho, hoje.

Maradona


Parabéns ao melhor jogador de sempre!

Biblioteca Digital DN (2)

Sobre os contos 3 e 4 da Biblioteca Digital do DN.

Um Romance, da autoria de Rui Zink, é um conto com uma história engraçada, bem enredada, relativamente bem escrito e com o estilo muito próprio de Zink bem definido. As piadas estúpidas em rodapé poderiam muito bem ser evitadas até porque não acrescentam nada ao conto (excepção das notas 5 e 6), mas se assim fosse não estaríamos perante o pseudo irreverente Rui Zink. De qualquer forma, trata-se de um bom conto. Com um final muito próprio.

Luísa Costa Gomes, com o conto intitulado Mania, foi o quarto desta iniciativa. Não sei de quem terá sido a responsabilidade pela compilação dos contos, mas de uma coisa tenho a certeza, este conto não deveria ter sequer entrado nas possibilidades de participação. É mau demais. Além de não ter nada de novo, já que foi retirado de uma livro da autora datado de 1984, apesar de rescrito (e relido, terá sido?).
Também não sei qual será a ideia concreta do DN, mas colocando-me na pele de um dos escritores/autores convidados para pertencer a esta série, teria todo o gosto em escrever um conto inédito para esta iniciativa. Neste caso não existiu sequer esse brio, não sei se por parte da autora ou se por não ser exigível pelo DN. De qualquer das formas, foi o pior conto desta série e, porventura, terá sido das piores coisas que alguma vez li.

Que Estado queremos e quanto queremos pagar?


Esta é, possivelmente, a mais importante interrogação a que estamos sujeitos nesta altura. É este o debate mais estruturante que deve estar na agenda dos partidos do arco da governação.
Qual o papel e a dimensão que o Estado deve ter no futuro? Que funções do Estado se compadecem com a actual (e futura) estrutura económica nacional?
Colocando a questão de outra forma: O Estado tem dinheiro para o quê?
Por definição, numa economia todos os recursos são limitados e o grande desafio passa pela sua maximização. O Estado tem este problema. No caso português, além de limitados, os recursos são/serão escassos. Por isso compete ao Estado maximizar esta função de utilidade social.
Esta reformulação do paradigma do Estado Social tem que vir para cima da mesa. Foi o que fez Passos Coelho quando lançou o apelo de refundar o Estado Social, colocou na agenda política a necessidade de rever e reformular todas as funções que o Estado deve provir à sociedade.
Esta é uma discussão complicada, dura e com certeza fracturante, mas, a bem da nação e da sustentabilidade do país, deverá existir coragem política para a debater.
Qual o nível máximo de impostos que devem ser cobrados para que a economia não asfixie e para que seja possível manter um crescimento, mesmo que praticamente endémico, com alguma constância? No meu entendimento, deve ser este o ponto de partida para redefinir, ou refundar, as funções do Estado Social, sendo certo que uma parte dessas funções estão já garantidas (pensões, por exemplo). Calculando-se este limite máximo de impostos a pagar (receita fiscal) atingir-se-á um valor máximo de despesa (aparelho estatal), a qual não deverá ser ultrapassada de forma sistemática. É isso que cria défice e são os sucessivos défices que criam/criaram a dívida.
Por estas razões considero que Gaspar deveria ter feito um orçamento de base 0 (zero) para 2013. Um orçamento em que se partisse precisamente desta premissa, apesar de se saber de antemão que seria um orçamento com défice. Enquanto isso não acontecer, provavelmente, e de forma sucessiva, as previsões dos orçamentos de estado vão falhar.
Aparte, esta questão do défice 0 e voltando ao tema central deste post, a importância de trazer esta agenda para a ordem do dia redundará provavelmente na imprescindível alteração da constituição, nomeadamente, no que: às funções do Estado; aos direitos adquiridos; e, provavelmente, aos limites deficitários diz respeito.
No memorando da Troika previa-se que duas terças partes do ajustamento fossem pelo lado da despesa. Foi manifestamente imprudente assumir esta ambição. Até porque, como temos verificado, não é fácil assumir-se a impossibilidade de cortar na despesa sem tocar em áreas como educação, saúde, pensões e salários. Toda a gente fala em cortar na despesa do Estado, mas muito pouca gente aceita que se mexam nas áreas que correspondem a cerca de 90% dos gastos do Estado. Então como é que se pode cortar na despesa?
É pura demagogia falar-se em cortes na despesa sem abordar de forma clara quais as futuras e principais funções e deveres que o Estado deve ter para com a sociedade. É aqui se deve centrar aquele que, porventura, será o mais estruturante e essencial debate político da nossa sociedade nos próximos anos.
O apelo à responsabilidade política dos principais partidos é por isso, mais que nunca, um apelo à salvação e a sustentabilidade da nação.
Pelos visto, e para variar, a irresponsabilidade do PS veio imediatamente à tona. Continuam a falar em crescimento, sustentando-o com dívida e consequentemente com aumentos de impostos, com uma leviandade atroz.

29 de outubro de 2012

Ler

O Pedro Correia no Delito de Opinião, Soares: abecedário contra a crise.

Destaco estas duas parte do post, que explicam bem quem é, o que pensa, a falta de conhecimento que tem e a enorme desonestidade intelectual de Mário Soares:

BANCOS. "Como é que nós vivemos se não pagarmos? Vivemos! Não vamos morrer. Não é o caso de um país morrer assim de repente só porque não tem dinheiro... Vamos aos bancos, vamos a outras coisas... Há muita gente que tem muito dinheiro."

NOTAS. "Basta dar à manivela das notas e pôr o Banco Central Europeu a fabricar euros para tudo se resolver de um dia para o outro."

Selecção de miseráveis parvoíces

As mirabolantes escutas que Pinto Monteiro quis, num último acto em que demonstrou todo o seu carácter e a forma conivente e comprometida como sempre actuou, que fossem graves e das quais o triste Público fez eco.

A entrevista de Sampaio sob a égide da apresentação da sua biografia (1000 páginas? Para dizer o quê?), assumindo a dificuldade que tem em assimilar conhecimento, já que ainda não aprendeu que de facto não há vida para lá do défice, ou se há será muito pior que a que temos.

Mais um caso de deturpação de declarações por parte da Lusa, desta vez ao ministro da Defesa.

As constantes aparições na imprensa do maior intrujão português, sem a mínima noção do ridículo em que está enleado.

26 de outubro de 2012

Para sábado - SMM




Tudo convidado!
Toca a aparecer!

Bon Iver

Hoje no Campo Pequeno.

A herança de Sá Pinto

10 jogos oficiais - 1 vitória.
Desconto, obviamente, os 2 jogos com uma equipa amadora da Dinamarca.
Que se traduz na eliminação da Taça de Portugal, afastamento da luta pelo título e na muito difícil passagem à fase seguinte da Liga Europa.
A espiral é claramente negativa (ainda se voltou a verificar não só pelo resultado mas principalmente pelo acumular de situações) e adivinha-se um trabalho muito complicado para o novo treinador. Sendo certo que, caso consiga fazer alguma coisa, leia-se jogar um futebol consistente (tem plantel para isso!) e fazer uma série de vitórias, terá o reconhecimento dos melhores adeptos do mundo.

E rigor, não?

Um dia destes, na véspera de um teste, claro, ligou-me uma amiguinha que anda no 10º ano na área de Economia a perguntar o seguinte:

"Se um país tem um taxa de desemprego de 15% quer dizer que 15 em cada 100 pessoas está desempregada, certo?"

À qual respondi:

"Não, errado. Quer dizer que 15 em cada 100 pessoas da população activa está desempregada."

E por definição, a taxa de desemprego é a % de população activa que está desempregada. Neste caso consideram-se desempregados os inscritos nos centro de emprego. Porque possivelmente o número de pessoas sem emprego é superior ao número de pessoas que representam a taxa de desemprego.


Desemprego em Espanha supera os 25%. Uma em cada quatro pessoas não tem trabalho

A jornalista que escreveu isto, no teste já tinha uma pergunta errada. E se calhar até nem tinha positiva... Rigor precisa-se!

25 de outubro de 2012

Adeus Trotski

Quando chegares (à União Soviética?) manda saudades que é coisa que cá não deixas.

Títulos alternativos para este post:
"Boas notícias para Portugal"
"Chuiquinho encosta"
"Viva a democracia"
"Elevação do debate parlamentar volta a ser possível"

Tal como os chapéus, títulos também há muitos. Agora notícias destas há poucas:




A forma como abandona a vida parlamentar activa é um espelho da realidade com que sempre pautou a sua intervenção política. Preferiu destituir-se a assumir as responsabilidades que lhe foram confiadas pelos portugueses, através do voto, renunciando a um mandato que terminaria apenas daqui a pouco menos de 3 anos. No fundo agiu como sempre, baseou a sua decisão em retórica puramente oca e mentiu a quem nele confiou.

Continuará a ser um dos mais dignos representantes da espécie Esquerda Caviar que pulula tristemente por este Portugal fora.

Quando chegares manda saudades que é coisa que cá não deixas.

Um homem culto e da cultura

Francisco José Viegas irá abandonar a Secretaria de Estado da Cultura por motivos de saúde.
Teve uma difícil tarefa, mas globalmente considero o seu trabalho muito positivo e corajoso. Não é fácil gerir uma secretaria de estado com um orçamento inicialmente baixo e com obrigatoriedade de caminhar de corte em corte. Ainda mais numa área onde a dependência, o pedantismo e os grupinhos proliferam ao ritmo da natalidade na Índia. A coragem com que afrontou muitos desses poderes instalados, não descurando a garantia e manutenção dos apoios que considerava vitais, foi a sua maior vitória.
Se a isso juntar-se a definição e colocação do património como ponto central da esfera cultural nacional, temos uma, necessariamente positiva, perspectiva do trabalho realizado.
Desejo-lhe as rápidas melhoras, para que possa voltar rapidamente ao papel de editor e à blogoesfera.
Francisco José Viegas é inegavelmente um homem culto e da cultura. E isso faz toda a diferença e representou um corte com anteriores responsáveis pela pasta da cultura.
Espero que quem o substitua também o seja.

Na muche (2)

A propósito da saudável discussão que vai aqui, aproveito para deixar mais uma perspectiva.
De uma pessoa cujas opiniões muito respeito e que, dentro do universo a que pertence em Portugal, o dos banqueiros, é sem dúvida o melhor e mais sério.


Elementar

"Aparentemente existe um enorme desvio entre aquilo que os portugueses acham que devem ser as funções sociais do Estado e os impostos que estão dispostos a pagar."

Vítor Gaspar, ontem no Parlamento.

24 de outubro de 2012

O CDS é isto...



O inarrável João Almeida foi para o Canadá - para uma conferência com uma delegação da AR?? - e o Adolfo-“Não esperem de mim que aceite que este Orçamento do Estado é, tal como está, inalterável. E terei oportunidade de o dizer directamente ao ministro das Finanças”-Mesquita-Nunes está numa reunião da Comissão Parlamentar de Ética. De Ética. Veja-se bem a ironia da situação...