Depois do envio de José Sócrates para um centro de novas oportunidades em Paris e na iminência de Santana Lopes privatizar o Totobola, os sócios desta Taberna sentiram-se obrigados a tomar as rédeas do país, tendo como base de comando este espaço!

24 de outubro de 2012

Cortes na despesa

Via João Miranda no Blasfémias:


1. Todos os portugueses são a favor de cortes na despesa.
2. É melhor cortar na despesa do que aumentar impostos.
3. Os cortes não podem ser em bens essenciais como educação, saúde e segurança social.
4. Os cortes também não podem ser feitos na cultura, nem na segurança, nem na justiça.
5. As empresas de transportes são essenciais.
6. Não pode haver cortes no serviço público de televisão. Cortar na RTP levaria à degradação da programação televisiva.
7.Cortar nos transportes, no subsídio de desemprego e nos complementos para idosos é prejudicar os mais fracos.
8. A minha área específica de trabalho é absolutamente essencial. Nem pensar em cortar aí.
9. Protestos contra corte de despesa são sempre maiores que as manifestações a favor de cortes na despesa.
10. Não há memória de protestos contra aumentos de despesa.
11. Ganham-se eleições a prometer aumento de despesa. Nunca se ganham eleições a prometer cortes.
12. Corte-se em tudo menos nos salários das pessoas.  E menos nas pensões. E menos no apoio às empresas.
13. Cortar no investimento público causa desemprego.
14. Os cortes não devem ser cegos, embora o aumento da despesa o possa ser.
15. Todos os cortes devem ser precedidos de estudos infindáveis. Esta regra não se aplica ao aumento da despesa.

Franky

É este o primeiro nome do novo treinador do Sporting. O apelido é demasiado complicado de escrever e de pronunciar. Por isso, será apenas Franky.
Esta escolha traz por si só uma (espero que seja apenas a primeira) enorme vantagem:
Scolari não vem!
Quando ao resto é esperar para ver. Ser estrangeiro já ajuda, e agora é esperar que ponha a equipa a jogar à bola. Nesta fase de descrença, que dura desde Peseiro, "bastará" isso para cair nas boas graças dos sportinguistas.

23 de outubro de 2012

Biblioteca Digital DN (1)

Sobre os dois primeiros contos da Biblioteca do DN:

O primeiro, da autoria de Pedro Paixão, intitulado A Musa Irrequieta fez com tivesse imediatamente vontade de procurar mais informação sobre Pedro Paixão e ficar com vontade de ler algo mais. Provavelmente pegar no livro "Do Mal o Menos" que reúne toda a ficção escrita por si até ao ano 2000.
Além deste efeito, o conto apresenta-se bem estruturado, muito bem escrito e com um enredo interessante que se desenvolve de forma concisa - chega a ser comovente no final e termina com dois parágrafos poderosos.

A Cidade Líquida, da autoria de João Tordo, foi o segundo conto. Teve um só efeito: dificilmente vou, algum dia, dedicar o meu tempo a ler o que quer que seja de João Tordo. Pode ter algum sucesso, pode ter ganho alguns prémios, mas literatura e boa escrita é que ele não faz. E não preciso de ler um romance para perceber isso.

É precisamente este o factor mais importante desta iniciativa do DN. Poder ter contacto com 31 autores, alguns que já conheço e outros que não, e perceber se valem a pena. Ter a percepção do interesse ou desinteresse que esses autores podem despertar. Aguardemos pelos próximos.

22 de outubro de 2012

Na muche

César das Neves hoje no DN:

"Seja expresso em leis ou negociações de ministério, através das queixas de funcionários, polícias e médicos ou por pressão de câmaras, construtoras e fundações, vendo-se no crescimento de pensionistas e desempregados ou no apoio à agricultura e PME, o que é indiscutível é que a despesa pública arranja sempre maneira de subir. Isto significa, ao contrário do que tantos dizem, que o Ministério das Finanças não é culpado, mas vítima. Aliás foi o Tribunal Constitucional que desgraçou o país. Impedindo o corte de salários e pensões, 70% da despesa, obrigou a subir impostos. Isso estrangula a economia, que paga os salários e pensões."

Triste país este

Como é que é possível dar-se relevo a uma sondagem (ou um estado ou que raio é aquilo a 503 pessoas) tão absurda como ignorante que o jornal i, juntamente com uma empresa, supostamente de estudos de mercado, chamada Pitagórica, em que é perguntado às pessoas o seguinte:

O governo deveria cortar na despesa pública em vez de aumentar os impostos?

Não sei quem é mais ignorante, se a redacção do i, se os responsáveis da tal empresa de estudos, se os parolos que compraram hoje o jornal por causa desta chamada de capa ou se os media que dão eco a estas barbaridades.

O coitado do povinho que não tem capacidade para discernir é que vai sendo enrolado nesta teia de barbaridades.

P.s. Aproveito para deixar uma sugestão a estes génios que trabalham na Pitagórica.

Podiam fazer também uma sondagem a 503 funcionários públicos e perguntar-lhes o seguinte:

Preferiam ser despedidos já amanhã (com o argumento da redução de despesa) ou que os portugueses todos dividissem entre eles o esforço de vos sustentar o emprego como está previsto no OE2013?

Não há paciência para estes "jornaleiros de 5 tostões".

Sporting a caminho dos distritais

Se muitas vezes não estou de acordo com Eduardo Barroso, quer pelo timing quer pelo teor das declarações que por vezes profere, desta vez não posso estar mais de acordo.
Se não tivesse existido uma anormalidade como o Bettencourt, esta direcção ficaria desde já na história como a pior direcção da história do Sporting. Desconfio que, se ficar lá mais algum tempo, vai de facto conseguir apoderar-se desse título.
O fim da SAD do Sporting é um cenário mais que real e caso nada seja feito acontecerá no final desta época. A exemplo do Rangers, da Fiorentina e outros clubes, teremos que recomeçar com novo nome e pelos distritais. A força dos adeptos do Sporting manter-se-á, mas o reerguer será doloroso.
Godinho Lopes é um banana que não percebe nada de futebol, não percebe nada de liderança, não percebe nada de gestão de conflitos, não percebe nada de comunicação. Além disso ganhou as eleições de forma, digamos, peculiar. Com contornos de dúvida que minaram a sua legitimidade.
Mais do que nunca tem que haver um corte com TODOS os dirigentes estiveram no Sporting nos últimos 15 anos. Levaram um dos maiores clubes nacionais à ruína e é imperativo escorraçar de vez esta gente.
A forma como esta direcção tem gerido o futebol é uma tragédia de facto. O projecto desportivo falhou em toda a linha e este triste processo de demissão de Sá Pinto foi tão só a estocada final. Luís Duque só se preocupa com almoçaradas e em comer que nem um labrego (nem sei como ainda não teve um avc) e Freitas em mais de dez anos de Sporting errou muito mais do que acertou com claro prejuízo para o clube.
Portanto, só espero que no Conselho Leonino, oportuna e ajuizadamente marcado por Eduardo Barroso, se inicie a discussão acerca de eleições antecipadas e que a gente que está no Sporting tenha um pingo de vergonha própria e de respeito pelo clube. Se o tiverem, pedirão a demissão dos órgãos sociais nos próximos dias.

19 de outubro de 2012

Cabeçadas

Já descobri com quem é que o Bagão andou à cabeçada!
Foi com a Manuel Ferreira Leite!
Eram os dois tidos como pessoas ponderadas, pessoas que sabiam do que falavam, que tinham experiência governativa.
De um momento para o outro iniciaram-se de forma exemplar na arte do dilúvio oral, com especialização na área dos disparates e da auto-contradição.
Deve ter sido cá uma cabeçada!

P.s. Eu já tinha desconfiado...

Biblioteca Digital DN

O DN lançou na quarta-feira uma iniciativa muito interessante. A Biblioteca Digital.
A troco de um registo online no site, ou seja, a troco de ceder os dados de email para a lista da Controlinveste, pode-se ter acesso a dois contos digitais por semana, um à Quarta e outro ao Sábado, até 30 de Janeiro.
Serão 31 contos de 31 autores, entre eles Afonso Cruz, Mário Zambujal, Pedro Mexia, Gonçalo M. Tavares, Manuel Jorge Marmelo, entre outros.
Já li o primeiro, do Pedro Paixão, e recomendo.

18 de outubro de 2012

As verdades são para ser ditas


O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, acusou hoje o PS de ser o responsável pelo Orçamento “mais difícil dos últimos anos”. “Esta é a factura da festa da governação socialista”, afirmou Santos Pereira, na Assembleia da República.

“Que não haja dúvidas que este Orçamento é factura do passado”, afirmou o ministro da Economia.

Santos Pereira frisou que os portugueses estão agora a pagar a “factura da festa da governação socialista”, a “festa” das PPP, “a festa de quem usava o QREN para projectos eleitoralistas, para já não falar na festa da Parque Escolar”. “Anos de festa e agora estamos todos a pagar a factura da vossa festa”, acusou o ministro, que recebeu palmas das bancadas da maioria e protestos dos socialistas.

Por isso o ministro disse não perceber como o PS tem a “desfaçatez” de vir dizer que o país está no buraco. “É tempo de largar a pá e parar de cavar o buraco”, concluiu. 

A voz dos clientes (2)

Pavões=Hienas=Abutres

Depois de ler o comunicado de portas ao País, que pelo conteúdo não se entende a sua redacção  dou comigo a pensar em Pavões que se envaidecem quanto alguém lhes dá atenção, em Hienas que esperam pelo melhor momento para se apropriarem de peças que outros caçaram, em Abutres que circundam, circundam, circundam  até atacarem carcaças.

P.s. Como se pode observar os nomes dos seres estão em letra maíuscula ao contrário do político.

Alexandre Pires

Swept Away

Primeira audição do novo álbum de Marc Johnson - Swept Away lançado com a chancela da ECM.
Muito bom. Joey Baron em grande (como sempre!), Marc Johnson com um som fantástico, Eliane Elias muito bem (muito melhor que em registos anteriores) e Joe Lovano sempre a acrescentar algo muito pertinente.



Correlação?

Ontem o jornal Público mentiu descaradamente aos portugueses.
Hoje a redacção está de greve por terem despedido quase 50 colaboradores.

Só não percebe a correlação positiva destes dois factos quem não quer!

Cantar Tango é para quem o sabe sentir

Hoje de manhã vinha a ouvir a Antena 2 (sim, nem toda a gente ouve a Comercial de manhã) e entre músicas, por volta das 8h veio o noticiário.
Como é apanágio da estação, não foi um daqueles noticiários típicos dos últimos tempos, cheios de ruído e de notícias dadas ao desbarato e sem a mínima análise. A exemplo da RTP2 que tem o melhor telejornal nacional, também a Antena 2 tem o melhor noticiário da rádio. Deve ser do número.
Um dos convidados hoje era José Jorge Letria (JJL), que explanava o seu raciocínio acerca do Secretário de Estado da Cultura e sobre um manifesto sobre a Cultura. Não sendo totalmente de acordo com a sua posição, percebe-se rapidamente que o interlocutor é uma pessoa culta e da cultura e isso faz toda a diferença na forma como se abordam as questões e como se colocam as opiniões.
A determinada altura vem à baila o Tango. Parece que JJL cantou Tango e chegou a gravar discos a cantar Tango. A propósito, foi-lhe solicitado que cantasse um Tango em directo (depois de ter passado um excerto de uma gravação do mesmo Tango que iria cantar). Cantou o Tango dos Pequenos Burgueses - Gravado com José Mário Branco em 1969 em Paris (segundo o próprio).
Foi pouco mais que desastroso. Uma autêntica afronta aos Maestros del Tango.
Como JJL referiu: hoje em dia já não canta.
Acrescentaria eu: Obrigado por tão profícua decisão!


P.s. Para quem goste de Tango, de música em geral, ou do espírito de Buenos Aires, recomendo este documentário. Que ainda há poucos meses passou na RTP2.

Afinal (ainda) temos CDS

Foram precisos três dias para Portas anunciar o óbvio.
Veremos agora que propostas a bancada parlamentar do CDS apresentará de forma a reduzir o enorme aumento de impostos.

Obrigatório - Fernando Ulrich

Devia ser obrigatório ouvir a entrevista de Fernando Ulrich ontem à RTP.
Se não quiserem ouvir tudo, pelo menos os primeiros 6 minutos devem ouvir.

Fica aqui o link: http://www.rtp.pt/play/p944/e96016/de-caras

17 de outubro de 2012

The Great Gatsby


Acabei ontem de ler o livro. Muito bom. Lê-se num impulso.
Agora vou tentar ver o filme. Primeiro o original com Robert Redford e no início do ano o remake com Leonardo DiCaprio.

Ainda o CDS

A propósito do post que escrevi ontem, não posso deixar de concordar com a opinião de alguém, filiado no CDS, que muito estimo e sigo com atenção neste mundo dos blogs.

"Não é tempo do CDS lançar o País numa profunda crise política de consequências imprevisíveis. Não, não é desse modo que o partido vai recuperar a confiança do seu eleitorado, antes pelo contrário. Um conservador que se preze, assume com determinação a responsabilidades dos seus actos e escolhas (erros inclusivé) até às últimas consequências."

João Távora no Corta-Fitas

O puto que não se cala

Bagão Félix parece aqueles miúdos da escola que não se calam um minuto e em quem só apetece dar um par de estalos para ver se pelo menos enquanto chora não fala.
Não há paciência para ouvir um homem que se julga uma sumidade, que assume uma postura de altivez baseada sabe-se lá em quê, que não fez nada pelo país enquanto esteve no governo e que agora deu em criticar tudo e todos sem critério. Só mesmo numa sociedade como a nossa, com uns media como os nossos, é que há espaço para esta gentinha explanar constantemente a sua verborreia intelectual.


P.s. Manuela Ferreira Leite, parece que está a ficar igual. Deve ser viral.

16 de outubro de 2012

O que é o CDS?

Na discussão do OE2013 irá finalmente perceber-se se este CDS (liderado e moldado por Portas) é ou não um partido capaz e um partido que sirva o país, ou se - como desconfio - não passa de um grupo de gente (a começar no líder) que viu no partido uma forma de poderem chegar a cargos que nunca conseguiriam se estivessem noutro qualquer partido político.
E com isto não considero que o CDS deva votar de cruz na proposta de OE ontem apresentada por Gaspar. Digo-o porque não basta assumir posições ridículas (não há outro adjectivo para classificar um tal de João Almeida), emitir sound-bytes sobre redução de despesa e não aumento de impostos e aplicar constantemente e de forma leviana o discurso do pensionista e do contribuinte.
É óbvio que se o CDS apresentar propostas de cortes na despesa exequíveis que permitam mitigar ou eliminar algumas das subidas de impostos, o PSD e a restante oposição não se oporão. Se esta proposta causa tanta indignação ao CDS, terão com certeza várias propostas para o aliviar.
Portanto, está na altura de se assumirem como um partido relevante, e não apenas uma farsa de partido, ou não passarão de um BE em potência, flutuando ao sabor das eleições, circunscrevendo-se como um partido menor e em quem não se pode confiar. Muito menos para governar.

Pena

É o que sinto do povinho português.
O povinho das manifestações.
O povinho a que a esquerda apela.
O povinho que não consegue perceber nada do que se passa no mundo.
O povinho que elegeu duas vezes Sócrates.
Pena.
Não consigo sentir mais nada por essa gente.