Depois do envio de José Sócrates para um centro de novas oportunidades em Paris e na iminência de Santana Lopes privatizar o Totobola, os sócios desta Taberna sentiram-se obrigados a tomar as rédeas do país, tendo como base de comando este espaço!

16 de outubro de 2012

O duro revés de Romney

Depois do elã ganho por Mitt Romney após o primeiro debate com Obama reflectido na vantagem nas sondagens posteriores ao debate, eis que nos últimos dias Romney teve um duro revés na sua campanha para a presidência dos EUA. Provavelmente será decisivo e dificilmente será ultrapassável para Romney.

O que foi? O Soares escreveu uma carta aberta para jornais americanos a apelar ao voto em Obama. Provavelmente o rumo destas eleições terá mudado irremediavelmente a favor de Obama, tal é a força e a consideração do povo americano por este baluarte intelectual. Parece que Romney e os seus companheiros de campanha foram apanhados totalmente desprevenidos e não têm conseguido reagir à forte onde de apoio a Obama após a carta de Soares.

Se o ridículo matasse estávamos livres deste energúmeno há muito tempo.

15 de outubro de 2012

Balsemão quer mandar governo abaixo

O Expresso e a SIC (quem mais?) apresentaram uma sondagem feita a 1021 pessoas (~0,01% da população) residentes em Portugal.
Ora, baseando-me na metodologia utilizada, também fiz uma sondagem.
O tema era: O Expresso ainda é um jornal de referência?
Fui ao site da Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação e até ao 3º bimestre a circulação do jornal Expresso, em termos médios, foi de 93.228 unidades por semana, o que deve dar uma venda semanal na ordem dos 80.000 mil exemplares, a manter-se a tendência verificada até ao 2º bimestre.
Até Junho tivemos 26 sábados, o que equivale a dizer-se que se venderam aproximadamente 2 milhões de jornais Expresso. Entrevistando 200 pessoas (~0,01%) cheguei às seguintes respostas:



P.s. O título é "a la Expresso".

Disparates

Se neste país o disparate pagasse impostos, já estávamos livres da Troika e das gigantescas dívidas que o governo Sócrates deixou para as próximas gerações.
Agora foi a vez de Sampaio, esse baluarte da democracia. Esquece-se é que foi ele quem estendeu a passadeira a Sócrates, esqueceu-se que foi o dinheiro da Troika que evitou uma catástrofe social em 2011 e está a esquecer-se que está a ser este Governo (com erros, obviamente) a tentar equilibrar as coisas - algo que já não é pouco tendo em conta o históricos dos últimos governos.

Açores, 1 derrota e várias vitórias

O PSD foi o único partido que ontem perdeu nas eleições regionais nos Açores.
O PS ganhou.
O PCP, apesar de ter tido uns estrondosos 1,9%, também.
O BE, com os 2,3% também.

12 de outubro de 2012

O tó-zé escreveu isto ontem no Público

1.A forma como está a ser apresentado ao país o OE para 2013 é mais um exemplo daquilo que tenho qualificado como sinais de desorientação política e de incompetência na acção deste Governo e do primeiro-ministro.
Medidas precipitadas e retiradas sob pressão. Avanços e recuos em matérias fundamentais como a TSU e o IMI. Discursos divergentes entre membros do mesmo Governo. Um primeiro-ministro ausente. Um governo sem rumo. [Então mas o recuo na TSU não foi a maior vitória política de que o PS se gaba nos últimos 2 anos?]
Após um ano em que o país andou para trás e com os falhanços do Governo no objectivo do défice, na dinamização da economia e no combate ao desemprego, estes sinais de desorientação e de impreparação são preocupantes e são exactamente o contrário daquilo que o país precisa.
E o brutal aumento de impostos já anunciado contém uma factura de 2500 milhões de euros que os portugueses vão ter de pagar em resultado dos falhanços e da incompetência deste Governo. [Não Tó-zé, não é por falhanços deste Governo, é por causa da dívida! Sim, a dívida. Sim, a dívida que as gentes do seu partido deixaram para os portugueses pagar!]
De facto, este Governo falhou no diagnóstico da crise, e por isso falhou na estratégia. Este Governo falhou na receita e, por isso falhou nos resultados. O desemprego disparou, a recessão e a dívida agravaram-se e ficou-se muito aquém nos objectivos para o défice orçamental. [Tó-ze, a estratégia foi negociada pelo seu partido  - na altura quem não se lembra de ouvir Sócrates a dizer que tinha sido um acordo muito bom para o país? - e assinada pelos principais partidos de governo.]
Tenho dito e a realidade tem, infelizmente, confirmado os meus alertas, que a receita da austeridade “custe o que custar” só conduz a mais recessão, a menos economia, a mais sacrifícios e a mais desemprego. E o que se sabe do orçamento para 2013 mostra que o Governo vai insistir no erro e consequentemente no empobrecimento do país, no aumento do desemprego, e na fragilização da economia. Esta linha política não conduz só a mais recessão. Mina a confiança e aumenta a incerteza no dia-a-dia das pessoas. [Quando refere que esta estratégia mina a confiança, deve estar a referir-se ao facto das taxas de juro de mercado para emissão de dívida estarem nos níveis mais baixos dos últimos 3 anos, certo? É aí que se vê a confiança. E pelos vistos Portugal começa a voltar a ser visto como um país que merece...o quê??...confiança!]
Mas o mais grave é que o Governo transformou Portugal num país sem esperança. Não admira por isso que muitos portugueses perguntem: isto tem mesmo de ser assim? Não há alternativas?
Desde há mais de um ano que a minha resposta a estas perguntas é simples e directa: sim, há uma alternativa. Sim, há outro caminho! [Uau!]
Uma alternativa e um caminho que combinem com equilíbrio e com inteligência a necessidade de rigor nas contas públicas e a prioridade do crescimento económico com protecção do emprego. [Desculpe? Isso quer dizer o quê? Como é que se faz?]
2. Para vencer a crise e para restaurar a esperança, o país precisa de uma alternativa e de uma resposta política que integre o plano nacional e o plano europeu. [Pois, quem nos está a emprestar dinheiro é o Afeganistão! Já me esquecia...]
Este não é nem o momento nem o local para apresentar de forma exaustiva todos os detalhes da alternativa política que o Partido Socialista tem para o país. [Claro está, é só o local para fazer propaganda.] Mas quero destacar duas prioridades e algumas medidas extraordinárias que os sucessivos falhanços deste Governo tornaram absolutamente urgentes. [Mais medidas extraordinárias? Não acha que a malta está farta disso? Assim não vais lá Tó-zé...]
1.ª prioridade – Acompanhar e participar activamente no novo consenso europeu em torno do pacto de crescimento – ter voz na Europa. [Tipo a voz que o Hollande teve na negociação do pacto orçamental da UE? Que teve que meter o rabinho entre as pernas e perceber que quem empresta dinheiro é que manda? Ai Tó-zé, tó-zé que não tens mesmo a noção do tamanho de Portugal...]
2.ª prioridade — Relançar o crescimento económico (condição necessária à consolidação das contas públicas). [Cá está! Fácil não é?? Como é que ainda ninguém se lembrou disto? Que génio este Tó-zé!]
Uma alternativa política consistente tem de assumir estas duas prioridades que se constituem hoje como um autêntico desígnio nacional.
No plano europeu, há mais de um ano que defendo um papel mais activo do Banco Central Europeu de modo a reduzir os custos do financiamento do nosso país. Recordo que, este ano, vamos pagar cerca de 9000 milhões de euros pelo serviço da dívida. [Ora, deixa cá ver de onde é que vêm esses 9000 milhões de euros?? Ah!, já sei! Da dívida! Criada e contraída por quem? Em grande parte pelo PS, baseado exactamente na mesma ideologia que o Inseguro defende. Quer alterar o papel do BCE, está boa essa! Então agora o BCE é que devia financiar os Estados? O BCE financia a economia e os Estados financiam-se nos mercados! É assim que funciona! Não era o Tó-zé que falava no início do texto em impreparação?? Muito preparado parece este rapaz...]
Outra das propostas incide na necessidade do nosso país dispor de mais tempo para consolidar as contas públicas. Mais tempo significa menos austeridade e menos sacrifícios para as pessoas e para as empresas. A trajectória e a sua sustentabilidade são mais importantes que uma data concreta para alcançarmos o nosso objectivo. Queremos consolidar as nossas contas públicas com as pessoas e não contra as pessoas. [Quem foi que negociou o acordo, quem foi??? Avanços e recuos? É isso que está a falar?]
No plano nacional, das medidas de urgência que proponho no quadro da alternativa política que o PS tem para o país quero destacar as seguintes:
– Criação de uma linha de crédito a contratar com o Banco Europeu de Investimento, no valor de 5 mil milhões de euros, para apoiar as Pequenas e Médias Empresas com dificuldades de acesso ao crédito; [Ora aí está! Apresenta uma medida que nem sequer sabe se é possível realizar! O BEI deve estar desertinho para emprestar dinheiro a Portugal. Começa a demagogia barata!]
– Criação de fundo de recapitalização no valor de 3 mil milhões de euros para reforçar a capacidade de tesouraria das Pequenas e Médias Empresas, utilizando metade da verba disponível e não utilizada pelos bancos para a sua recapitalização; [E continua! O fundo de recapitalização dos bancos pode ser utilizado até ao final do memorando da Troika. Quem garante que não será necessário voltar a utilizar? E mais! Então esse fundo é criado com um objectivo e o Tó-zé à boa maneira socialista, pretende dar-lhe um rumo completamente diferente... Brilhante!]
– Colocar 3 mil milhões de euros do QREN, Quadro de Referência Estratégica Nacional – fundos comunitários –, que estão parados, ao dispor da economia portuguesa, por exemplo, utilizando-os em projectos de reabilitação urbana; [Ainda bem que teve o cuidado de explicar o que quer dizer QREN. Também podiam ser utilizados para melhorar as linhas ferroviárias, por exemplo! Nem sabe se são precisos esses fundo para reabilitação urbana, qual o propósito dessa reabilitação, vale a pena fazer a reabilitação. Mas isso não interessa. É preciso é dizer um disparate qualquer com um número grande. Esquecendo-se do essencial! Para que os fundos do QREN possam ser utilizados é necessária uma parte de contribuição nacional. Ora, se não temos dinheiro, nem nos estamos a financiar nos mercados livremente, como fazemos?]
– Reduzir os custos das empresas e das famílias com os combustíveis e com a energia, através da criação de postos de combustíveis de linha branca, mais baratos, e da abolição de uma das taxas do gás natural. Actualmente o gás natural é taxado à saída de Espanha e à entrada em Portugal – abolir uma das taxas faria com que o preço do gás fosse mais baixo; [Excelente ideia! Mas quem é que ia abrir os postos de combustíveis de linha branca? O estado?? Give me a break! Fucking communist!]
– Criação de um banco do fomento, de propriedade pública, à semelhança do que existe noutros países, focado no apoio ao investimento e beneficiando dos próximos fundos comunitários (2014-2020), em conjugação com recursos do BEI. [Ah! Ah! Aqui está a verdadeira razão deste artigo! Até se nota que foi acrescentado à posteriori (a pontuação é diferente da que vem de trás). Como ouviu dizer que o governo ia propor uma medida semelhante, quis fazer crer que foi da sua genial cabecinha que surgiu esta ideia! Triste figura oh Tó-zé...]
– Reposição do IVA reduzido na restauração; [Finalmente uma medida exequível!]
– Taxa sobre as parcerias público-privadas. [Sobre as PPP's criadas e blindadas pelo anterior governo PS? E quanto é que vale esse imposto? O gabinete já fez as contas? É que ainda em 17 de Setembro na RTP falava deste imposto mas não sabia quanto valia. Dizia, na altura, que tinha pessoas da sua confiança a fazer os cálculos! Ora, calculo que sejam pessoas muito preparadas, por isso já devia haver pelo menos um valor de referência que demonstre o interesse dessa taxa. Mais demagogia!]
Estas são algumas das medidas que o Partido Socialista [não era o Tó-zé em nome próprio que as propunha? Foi o que pareceu lá atrás...] considera que devem ser adoptadas para fazer face à situação de emergência económica e social em que este Governo colocou os portugueses. [Este governo??? Hahahahaha....]
Mas com realismo e com sentido de responsabilidade devo também dizer que a alternativa política que proponho não será nem um caminho de facilidades, nem de soluções rápidas para os problemas que o país enfrenta. O meu propósito é continuar a apresentar ao país uma alternativa credível e que dê esperança às pessoas. Essa alternativa está a ser aprofundada com a participação de centenas de militantes e independentes e radica na urgência da mudança de caminho e de prioridades. Para uma alternativa responsável. [Responsável é um termo engraçado para alguém que escreveu um texto destes e só apresentou uma medida exequível, apesar de não quantificada!]

P.s. Por estas e outras é que o Público está na situação que está... Dar cobertura directa a este tipo de modus operandi político é pouco mais de execrável...

Mais um exemplo de socialismo

Que é o mesmo que dizer: mais um exemplo de pura e desmesurada demagogia.
A propósito da troca dos carros do grupo parlamentar, não me choca que, após término do contrato vigente de locação, tenham negociado outro contrato idêntico.
O que me choca são declarações como a de Francisco Assis que são a essência do que são os socialistas. Um bando de mentirosos, falsos preocupados e que tudo o que dizem é para enganar o povinho. Nada do que apregoam se aplica a eles. Aí alto! Sacrifícios sim, mas para os papalvos do povinho, não para nós! Então agora íamos andar de Clio? Andem vocês [povinho] que são uns seres inferiores e que têm que fazer sacrifícios. Nós não! Nós somos a vossa salvação e por isso temos que andar em Audis A5!
Custa-me viver num país em que as pessoas não têm a mínima noção desta realidade e ainda votem em gente desta...

Actualização


Também há um ano

A propósito do último álbum da Tori Amos sobre o qual já foi feita referência aqui, veio-me à memória que há cerca de um ano estava em Roma a assistir ao meu segundo concerto dela.
Curiosidade que, exactamente no dia 12 de Outubro, escrevi sobre um dos 3 dias em Roma, a propósito de uma espécie de reportagem de viagem, para um blog de alguém muito especial. Deixo o link (aconselho  a visita porque além do texto têm as fotos e podem consultar os outros 2 dias da reportagem) e segue-se a transcrição do texto:

:::É como ir a Roma e não ver....a Tori!!:::| dia 2

Organização é tudo. Ainda mais quando o tempo é limitadíssimo. Acordar de madrugada. Quinze minutos é o tempo que cada um deve demorar a preparar-se, garantir que isso acontece depende de todos.
“Em Roma sê romano” por isso mesmo o pequeno-almoço incluído na tarifa do Hostel foi num restaurante…Filipino. Restaurante este que, a julgar pela macia cozedura do pão servido, deveria ter um acordo com um qualquer dentista…talvez Filipino.
Termini – Ottaviano de metro. A pé, seguindo milhares de pessoas, passando por dezenas de vendedores de tours cujo principal desafio era acertar na nacionalidade de quem por eles passava só pela aparência, até ao Vaticano. Imponente, não pela grandeza da praça de São Pedro, mas pelo ambiente que paira, pela penumbra muitas vezes disfarçada (muito mais que em Fátima) das emoções. Por certo influenciada pelo tamanho das filas de espera, pela afluência exorbitante de turistas, principalmente orientais e brasileiros quase todos pouco dados a transmitir a imagem, verdadeira diga-se, de um Brasil sentimental e devoto.
Bilhetes pré comprados na mão significa evitar uma fila que tinha com certeza horas e que deitaria por terra todo o esforço da Organização. Entrada no museu do Vaticano. Capela Sistina só no fim, até lá toda uma viagem por salas, salões, galerias, esculturas, quadros, tapeçarias, frescos. Uns com interesse outros nem tanto. Esplendoroso é com certeza, completo também, mas para quase todos não passa de um percurso, demasiado longo para muitos, até ao ansiado e arrebatador final. Monumental, fantástico, glorioso,… Chiiiiiiu! Silence! No photos!
Depois de tanta arte junta, um simples spaghetti seria percepcionado como uma estranha opção. A complexidade de um Gnocchi foi a opção. Saboroso por sinal, reconfortante no final.
“Salve, César!”. Chegámos! Imperial! Não há muito mais a dizer. Gladiadores, leões, lutas, mortes, milhares a assistir, são as imagens que chegam a uma velocidade incrível sem passarem por qualquer filtro. De volta à realidade.
A Organização está a cumprir. Próxima paragem: Piazza Navona. Capuccino, gelado e cervejas. Não se discutem valores, exerce-se um ritual.
“Ao fundo à esquerda.” Cá estão eles! Os três Caravaggio’s na igreja de San Luigi dei Francesi.
De mapa em riste, serpenteando ruas e mais ruas até chegar à Fontana di Trevi. Desta vez de dia e agora sim para cumprir a tradição e mandar a moeda.
Piazza di Spagna fica quase no final da rota de um dia repleto de caminhadas, de conversas, de olhares, de momentos, de pessoas, de muitas pessoas. A Via dei Condotti veste-se de gala para nos receber e abre-nos a porta para a eloquência, para o charme, para o glamour, para a extravagância.
Quase na hora do mais aguardado momento, afinal o motivo da viagem. Por puro acaso foi Roma que se perfilou como a melhor opção, maximizando a equação de hipóteses, mas poderia ter sido outra cidade qualquer, porque na realidade o objectivo era superior e transversal à localização.
Parco della Musica – Sala S. Cecília, destino final! Uau! Que espaço fabuloso! Stress! Não há fotos! Ups! A segurança não resiste! Há fotos!
Baixam as luzes de sala, entra o quarteto de cordas, fantástico diga-se, começa o espectáculo! Ela entra! Delírio. Paixão. Alívio (é mesmo ela!). Missão cumprida. Música.
Desfrutar. Imaginar. Pensar. Voar. Sonhar. Respirar. Ouvir. Sentir. Pressentir.
Pizza (what else?) para reconfortar a alma, ainda em estado eufórico.
Dormir.

Um ano de Taberna Ventura


Comemora-se hoje um ano desta Taberna. Muita coisa foi escrita, o número de clientes tem aumentado - inclusivamente esta semana foi sem dúvida a semana com maior afluência de clientes, tantos que quase esgotaram as últimas reservas de vinho -, a contribuição tem aumentado e as referências também.
Para o próximo ano pede-se, a todos os que têm mostrado estima por esta casa, que contribuam o mais possível para a melhoria desta Taberna, até porque 2013 se avizinha como um ano de muitos acontecimentos dignos de "tabernices".
Aproveito para agradecer a todos os que têm seguido esta aventura ao longo destes primeiro 12 meses. E, após a grande vindima de Setembro, adivinha-se boa pinga para o ano.
Obrigado a todos!

11 de outubro de 2012

Coitadinho do Paulinho

O coitado do Paulo Campos diz que aos 47 ano ainda precisa do apoio dos pais para sobreviver.
Pois bem, se a justiça em Portugal funcionasse isto não aconteceria, porque este senhor estaria na prisão e não precisaria da ajuda dos pais para sobreviver, porque lá sempre teria comida e roupa lavada.

Austeridade

Veio para ficar.
Aqueles que pensam que em 2014 tudo volta aos anos que antecederam o princípio desta crise (2008) estão muito enganados.
Nada voltará a ser como era. O crédito dificilmente voltará a ter custos ridiculamente baixos como tinha, as empresa dificilmente voltarão a empregar mais pessoas do que aquelas que de facto necessitam, a compra de carros novos nunca mais voltará aos níveis dessa altura e, espera-se, que os hábitos de consumo e poupança da população tenham sofrido alterações bastante relevantes. Que apesar de serem impostas e austeras, eram e são absolutamente necessárias para um ajustamento do país.
Austeridade não é um sinónimo de crise, é uma consequência. A crise irá abrandar e o clima económico melhorará dentre de poucos anos. Mas a austeridade apenas desaparecerá do léxico nacional quando as pessoas, o estado e as empresas se ajustarem à nova realidade. Que é a presente e será, com muita proximidade, a futura.

Nobel Literatura (3)

Mo Yan, foi o galardoado.
Nunca li nada. Mas vou ler brevemente.

Nobel Literatura (2)

A minha aposta vai para Haruki Murakami.
O meu desejo, num misto de patriotismo e encantamento, seria para Lobo Antunes.

10 de outubro de 2012

Há Homens e homens

Nas altura complicadas e nos gestos que exigem hombridade e escrúpulos é que se diferenciam as pessoas.
Aqui fica mais um exemplo de alguém que poderia ter sido um Homem, mas preferiu ser apenas um homem.

P.s. era bom que esta característica estivesse presente na escolha do próximo treinador.

Um mestre em matéria de desfaçatez, desavergonhice e falta de seriedade


A andar de tartaruga nas Seychelles, aquando de uma visita de Estado, que se veio a revelar essencial para o desenvolvimento estratégico de Portugal no final dos anos 90 e seguintes. Sendo actualmente um dos principais parceiros comerciais de Portugal. Se não fosse a visão estratégica deste senhor, nem sei onde estaríamos. Obrigado Soares.

Público

É má a notícia de que O Público se irá reestruturar recorrendo ao despedimento de 48 colaboradores.
Mas as empresas privadas funcionam assim. Adequam a estrutura às condicionantes de mercado. Mesmo que o accionista principal tenha lucros de outros negócios.
Mas há pequenos pormenores que a administração do jornal não reconhece: a manifesta queda de qualidade do jornal, a inconsequente e prejudicial procura pelo sensacionalismo e os constantes erros de análise que, certamente, muito leitores têm afastado.
Por outro lado, ter cronistas como José Manuel Fernandes e Miguel Esteves Cardoso, ter suplementos como ipsilon, inimigo público, P3, fugas é motivo inequívoco de orgulho e qualidade.

O exemplo

"Austeridade excessiva pode prejudicar terrivelmente a democracia."

Quem o diz é Jorge Sampaio, que, como se deverão lembrar, exerceu o seu cargo de forma muito democrática. Principalmente na forma com interpretou, democraticamente claro está, um governo legítimo formado por dois partidos que não eram o seu. Provando a todos que mais não foi do que um instrumento ao serviço do PS.
Por isso não deixa de ser engraçado vê-lo a falar de democracia.
Se o outro foi o pai este foi o filho. Esperemos que não haja mais irmão ou filhos.

Nobel Literatura

Vai ser anunciado amanhã por volta das 12h.
Aguardemos com expectativa quem será o contemplado deste ano, na esperança que seja, para mim, uma descoberta ao nível de Vargas Llosa em 2010 ou uma confirmação de alguns "nobelizáveis".

9 de outubro de 2012

Despesa

Pergunta:
É possível cortar estruturalmente na despesa do estado sem reduzir funcionários e/ou salários e/ou pensões?
Resposta:
Não, não é.

De toda a despesa anual do estado, cerca de 80% estão alocados a despesas com funcionários públicos e pensionistas. Portanto, tudo o que não seja assumir esta realidade, é pura demagogia.
Socialmente vai ser um flagelo, isso vai.
Provavelmente vai servir de pouco porque o povinho ignorante na primeira oportunidade vai colocar novamente os socialistas no poder.
Convenientemente, este Governo deverá deixar uma blindagem legislativa no que diz respeito a esta matéria.

A voz dos clientes (1)

Soares, mais uma vez


Definitivamente não se cala, é um manancial de intelectualidade e de respeito pelos Portugueses.
Diz então, e passo a citar: "....resolveu pôr o ministro das finanças a dizer que os impostos vão aumentar imenso, que falta de sensibilidade e vergonha".
O calibre deste, não sei o que lhe chame.
Era muito melhor que nos dissessem que os impostos não vão aumentar, que já estamos em recuperação económica e que tudo isto é uma mentira inventada pelos detractores do governo.
Fico muito mais satisfeito quando nos mentem despudoradamente.
Como alguém fazia há não muito tempo.
Fico muito mais satisfeito quando me dizem que o défice é de 7% e passados 2 meses é de 9% (magia).
Quando me dizem que as PPP´s foram um excelente negócio para o País.
Quando me dizem que temos de investir em estradas, aeroporto, tgv, pois só assim recuperaremos.
Sim, sim, gosto muito mais de viver na mentira.
Sim, sim, façam como este diz, mintam, mintam, nunca nos contem a verdade, certamente que viveremos muito melhor.
É este o tal que se intitula o pai da democracia, seja lá isso o que for.

Alexandre Pires

A voz dos clientes

Inicia-se hoje, com periodicidade incerta e total liberdade de opinião, a rubrica: "Epá, isto está cheio de pessoal, vou ajudar-te a servir uns copos!" denominada, para ser mais simples por: "A voz dos clientes".
Quando os estimados clientes desta Taberna quiserem, o balcão estará sempre disponível, desde que a confiança seja suficiente, porque nem toda a gente pode mexer em dinheiro. Seja de que forma for, textos, fotos, vídeos, e tudo o que acharem por bem.
Agradeço antecipadamente a colaboração.
Enviem o material para: tabernaventura@gmail.com