Depois do envio de José Sócrates para um centro de novas oportunidades em Paris e na iminência de Santana Lopes privatizar o Totobola, os sócios desta Taberna sentiram-se obrigados a tomar as rédeas do país, tendo como base de comando este espaço!

10 de outubro de 2012

O exemplo

"Austeridade excessiva pode prejudicar terrivelmente a democracia."

Quem o diz é Jorge Sampaio, que, como se deverão lembrar, exerceu o seu cargo de forma muito democrática. Principalmente na forma com interpretou, democraticamente claro está, um governo legítimo formado por dois partidos que não eram o seu. Provando a todos que mais não foi do que um instrumento ao serviço do PS.
Por isso não deixa de ser engraçado vê-lo a falar de democracia.
Se o outro foi o pai este foi o filho. Esperemos que não haja mais irmão ou filhos.

Nobel Literatura

Vai ser anunciado amanhã por volta das 12h.
Aguardemos com expectativa quem será o contemplado deste ano, na esperança que seja, para mim, uma descoberta ao nível de Vargas Llosa em 2010 ou uma confirmação de alguns "nobelizáveis".

9 de outubro de 2012

Despesa

Pergunta:
É possível cortar estruturalmente na despesa do estado sem reduzir funcionários e/ou salários e/ou pensões?
Resposta:
Não, não é.

De toda a despesa anual do estado, cerca de 80% estão alocados a despesas com funcionários públicos e pensionistas. Portanto, tudo o que não seja assumir esta realidade, é pura demagogia.
Socialmente vai ser um flagelo, isso vai.
Provavelmente vai servir de pouco porque o povinho ignorante na primeira oportunidade vai colocar novamente os socialistas no poder.
Convenientemente, este Governo deverá deixar uma blindagem legislativa no que diz respeito a esta matéria.

A voz dos clientes (1)

Soares, mais uma vez


Definitivamente não se cala, é um manancial de intelectualidade e de respeito pelos Portugueses.
Diz então, e passo a citar: "....resolveu pôr o ministro das finanças a dizer que os impostos vão aumentar imenso, que falta de sensibilidade e vergonha".
O calibre deste, não sei o que lhe chame.
Era muito melhor que nos dissessem que os impostos não vão aumentar, que já estamos em recuperação económica e que tudo isto é uma mentira inventada pelos detractores do governo.
Fico muito mais satisfeito quando nos mentem despudoradamente.
Como alguém fazia há não muito tempo.
Fico muito mais satisfeito quando me dizem que o défice é de 7% e passados 2 meses é de 9% (magia).
Quando me dizem que as PPP´s foram um excelente negócio para o País.
Quando me dizem que temos de investir em estradas, aeroporto, tgv, pois só assim recuperaremos.
Sim, sim, gosto muito mais de viver na mentira.
Sim, sim, façam como este diz, mintam, mintam, nunca nos contem a verdade, certamente que viveremos muito melhor.
É este o tal que se intitula o pai da democracia, seja lá isso o que for.

Alexandre Pires

A voz dos clientes

Inicia-se hoje, com periodicidade incerta e total liberdade de opinião, a rubrica: "Epá, isto está cheio de pessoal, vou ajudar-te a servir uns copos!" denominada, para ser mais simples por: "A voz dos clientes".
Quando os estimados clientes desta Taberna quiserem, o balcão estará sempre disponível, desde que a confiança seja suficiente, porque nem toda a gente pode mexer em dinheiro. Seja de que forma for, textos, fotos, vídeos, e tudo o que acharem por bem.
Agradeço antecipadamente a colaboração.
Enviem o material para: tabernaventura@gmail.com

8 de outubro de 2012

A decisão de Portas

O CDS representa, nesta altura, a maior franja de oposição ao Governo.
Portas terá, porventura, que tomar a decisão mais importante da sua carreira política.
No fundo trata-se de decidir entre:
a) ser sério e responsável para com o país com que se comprometeu; ou
b) adular às forças do partido.

4 de outubro de 2012

Melhor e Pior

Melhor plantel dos últimos 15 anos.
Pior treinador dos últimos 15 anos.

Belo palco


Tomorrowland 2012

Ainda a TSU

"O que é que tudo isto [medidas ontem apresentadas] significa? Que o populismo das últimas semanas vai servir para colocar mais portugueses no desemprego. É nisto que dão os consensos forçados por um Presidente de cabeça perdida, uma ex-líder com contas para ajustar, um Tribunal Constitucional que dá conselhos sobre governação e um líder da oposição entalado no seu partido. Fora um ex-primeiro ministro e ex-Presidente que perdeu a memória. Temos o que merecemos!"

Camilo Lourenço, hoje no Negócios.

Contraditório e relevância

Já que raramente os nossos media dão relevância às notícias positivas, deixo aqui transcrita a notícia do Jornal de Negócios de hoje:

“No conjunto de 2011 e 2012 reduziremos o défice estrutural do Estado em seis pontos percentuais do PIB. Estamos a falar de uma consolidação que não tem qualquer paralelo na história democrática”, afiançou Passos Coelho. Na despesa, também os resultados “desfazem quaisquer dúvidas”: em 2011 e 2012, “a despesa pública, mesmo com o forte aumento dos juros pagos, cairá mais de 10 mil milhões de euros”, uma redução “de 12% em termos nominais”.


A despesa pública corrente caiu no mesmo período “oito mil milhões de euros, isto é, mais de 10% em termos nominais”. E a própria “despesa corrente ficará 700 milhões de euros abaixo do que foi orçamentado”. E é assim “que o Governo apresenta resultados que confirmam o compromisso que fez com os portugueses de redução permanente da despesa do Estado”. 


Uma trajectória que vai continuar para permitir que “depois da opressão da dívida , possamos também aliviar os portugueses da excessiva carga fiscal, e para que o possamos fazer de modo duradouro”.

Triste Visão


Em tempos uma edição de referência onde se apresentavam matérias interessantes e baseada em bom jornalismo. Hoje encontra-se moribunda, desprovida de sentido e acima de tudo assume a falta de rigor informativo como a sua principal característica. Assim vai a Visão. Curiosamente do mesmo grupo que o Expresso, onde se passa praticamente o mesmo.
O artigo da edição de hoje assinado por uma tal de Alexandra Correia intitulado "Os caminhos alternativos da austeridade" chega a ser cómico tal a desfaçatez e a pulhice nela embutida.
Querer abordar e discutir temas sem perceber a semântica dos termos é de uma tristeza atroz, demonstra total incompetência e impreparação para as funções que desempenha.
Chega-se ao ridículo de destacar que uma das medidas tomadas em França como "caminho alternativo da austeridade" foi deixar de servir Champanhe e passar a servir Sidra nalgumas recepções no Palácio do Eliseu. Vejam bem o ridículo disto. Imaginem que em Portugal o governo anunciava que nas recepções oficiais se passaria a servir água-pé em vez de vinho. Não percebo como é que nenhum governo se lembrou disto para combater a austeridade. Fucking ridiculous.
A capa é ainda mais absurda. Tentar comparar o incomparável, pretende confundir, causar sensação, mas qualquer pessoas minimamente informada percebe a canalhice que lhe estão a querer impingir e pela qual pedem 3 preciosos euros.
Talvez assim se explique que a Sábado tenha tomado a liderança nas vendas neste tipo de publicações.

3 de outubro de 2012

Gaspar - 1as reacções

1) Comunica melhor o Gaspar sozinho que os outros políticos todos juntos;
2) Pela primeira vez o governo assume que a necessidade destas medidas têm uma só explicação - o chumbo por parte do tribunal constitucional à confiscação dos 2 subsídios nos funcionários públicos;
3) Aposto que os parolos do PS vão cantar vitória e mais uma vez vão recuar na sua posição e votar a favor ou abster-se na votação do OE;
4) Neste novo cenário só há aumento (brutal) de impostos enquanto que com a TSU haveria benefício para as empresas que poderia passar para o mercado;
5) As pensões vão ser reduzidas;
6) O aumento da carga fiscal no IRS deverá equivaler (contas por alto) à quase totalidade de um subsídio;
7) Mais uma vez reafirmo que enquanto não houver coragem para alterar a Constituição dificilmente haverá medidas estruturais na despesa do estado;
8) Finalmente o governo assumiu com clareza que assume a intenção de utilizar todos os meios legais ao seu alcance para renegociar as PPP's;
9) Infelizmente não foram apresentadas medidas de redução de despesa, remendo-as para o OE. Teremos que esperar para ver.

Algo me diz que...

...ainda vamos sentir saudades da TSU.

Viva a demagogia

Para os xuxas que visitam este blog e para os indecisos politicamente que alguma vez já cometeram o acto (insano) de votar no PS (sim, mais facilmente percebo que alguém vote no PCP ou no BE do que no PS), deixo mais alguns exemplos do que é essa coisa do socialismo e da demagogia:

Aqui e aqui. Desta vez por Hollande, o ridículo francês que é o ídolo do coitado português Tó-zé.

Mais uma herança Socrática


Teixeira dos Santos (a par de Sousa Franco) foram provavelmente os piores ministros das finanças da história de Portugal, tal como Sócrates foi com certeza o pior Primeiro Ministro de sempre. No entanto, é incrível como ainda há portugueses que acreditam e defendem esta gente.

Deixo aqui um apanhado de algumas declarações de Teixeira dos Santos sobre o BPN.

P.s. Se calhar assim já se começa a perceber que o negócio com o BIC até acabou por não ser mau. Pelo menos tapou-se a entrada do buraco.

2 de outubro de 2012

Sociedade fraquinha

Vivemos numa sociedade que, analisada como um todo, é muito fraquinha. A esta realidade não será alheio o facto de ser uma sociedade eminentemente de esquerda.
Basta reflectir sobre alguns dos últimos temas da actualidade e a forma como foram debatidos
- TSU;
- declarações do Borges;
- declarações do Tó-zé;
- manifestações;
- moções de censura;
- chumbos anunciados a um orçamento que ainda nem sequer começou a ser discutido;
- irresponsabilidade política dos partidos;
- PPP's;
- dívida e défice;
- problemas reais da economia;
- falta de coragem do governo para assumir de uma vez por todas as medidas que são necessárias sem recuos e sem cedência a chantagens irresponsáveis;
para perceber que os media são uns completos incompetentes no seu trabalho, o povinho é composto na sua maioria por ignorantes, de memória curta e cuja única preocupação é o próprio umbigo, e por fim, que a demagogia da esquerda é o elixir que melhor sacia uma sociedade ávida de ouvir o que lhe convém, mesmo que isso seja a mais pura das mentiras, seja irreal e quase sempre seja uma alarvidade económico-financeira (como o demonstram as nossas contas públicas).
Não ponho em causa a democracia e as suas características, mas custa-me viver numa sociedade em que a maioria das pessoas não é minimamente formada e informada nas questões políticas e ideológicas.
Felizmente tenho a sorte de lidar quase sempre com pessoas cuja formação e informação é bem acima da média geral e é isso que ainda me vai alentando e fazendo acreditar que um dia vamos mudar.

P.s. deixo o link para um artigo excelente de jaa no Delito de Opinião.

Festival Materiais Diversos 2012

Visto de Fora


Não poderia iniciar-se este artigo sem a ressalva de que não se pretende que as linhas que se seguem sejam uma crítica especializada e de especialistas aos espectáculos - concepção e apresentação -, mas tão só um olhar visto de uma óptica que terá sido provavelmente a que mais vezes foi utilizada por quem frequentou a 4ª Edição do Festival Materiais Diversos (FMD): a de um público atento, apreciador, disponível e culturalmente desperto para as artes, os espectáculos e todas as diferentes formas de demonstrar e promover a cultura.

Mais prolongado que em edições anteriores, a edição de 2012 do FMD, estendeu-se ao longo de 3 semanas (14 a 29 de Setembro), optando por concentrar nos fins-de-semana a maioria dos espectáculos e actividades. O formato manteve as características intrínsecas assumidas desde a primeira edição e que se têm vindo a consolidar de forma inequívoca. A grande novidade deste ano esteve relacionada com a presença de vários espectáculos de e com artistas brasileiros, que em muito valorizou o Festival. Prova que muitas vezes com as contrariedades, nomeadamente de cariz orçamental segundo o Editorial do FMD, surgem boas oportunidades de reconversão ao modelo previamente definido.

A classificação de espectáculo “à Diversos” é já uma assinatura bem presente no léxico do público que tem assistido ao longo da existência do festival regularmente aos espectáculos. Não devendo ser interpretada com sentido pejorativo, mas sim de uma forma característica e idiossincrática, que na prática resume em si uma das principais propriedades que o FMD se propôs desde início, tornando-a já uma marca.

Na impossibilidade de abordar aqui todos os espectáculos, destacar-se-ão alguns.


Sexta-feira, 14, 21h30min, a coreógrafa Marlene Freitas recebe-nos (literalmente) numa BlackBox completamente lotada e onde o calor se tornaria impossível de aguentar sem recurso aos leques distribuídos à entrada. Prepara-se para nos mostrar o seu “Paraíso” que passou por uma evolução coreográfica e conceptual dicotómica ao som de dinâmicas musicais controladas pela coreógrafa e com uma selecção musical cirúrgica, onde brilhou o tema “Psycho Killer” dos Talking Heads. Estava dado o mote para a 4ª edição do FMD.

Domingo, 16, na BlackBox, subiu ao palco a peça de teatro “Dulce”, representada por 4 actores, 2 brasileiros e 2 portugueses. Uma interpretação magnífica em que alegoricamente se representam duas sociedades tão próximas mas simultaneamente tão distintas com recurso a lugares comuns e ao quotidiano vulgar de dois casais que se encontram para uma refeição.


“Penthesilia” de Martim Pedroso, foi à cena no CTSP em Alcanena, no dia 21. Um espectáculo bastante aguardado e que prometia muito. Quem o viu não ficou com as expectativas goradas. Cénica e cenograficamente brilhante, um jogo de luzes impressionante, uma qualidade de representação dos 4 principais intérpretes fantástica, pese embora a barreira linguística, e um vídeo assombroso por tão envolvente. Nem as dificuldades técnicas de alguma dessincronização das legendas e dos volumes sonoros beliscaram a qualidade do espectáculo. Matim Pedroso tem sido um habitué do FMD (presente em todas as edições) e tem sido recompensador assistir à sua evolução como artista e criador.  Nota final para a envolvência da comunidade local neste espectáculo.

O Teatro Virgínia acolheu mais um dos espectáculos vindos do Brasil. Foi no dia 22 que a coreografia “Baseado em Fatos Reais” se apresentou a uma plateia pouco preenchida. Uma abordagem a algumas danças tradicionais brasileiras acompanhadas pela musicalidade de instrumentos típicos, fizeram deste espectáculo um momento muito agradável. Dois pormenores fizeram a diferença: - a captação sonora dos instrumentos estava perfeita, o que proporcionou uma sensação de maior envolvência com o espectáculo; - a possibilidade de subir ao palco no final do espectáculo para poder ver de perto as 1800 fotografias utilizadas e assim perceber grande parte do que se tinha acabado de passar no palco.


Denise Stutz, na BlackBox, com “3 Solos em 1 Tempo” desmistificou e demonstrou como a contemporaneidade da arte, neste caso da dança, pode perfeitamente passar pela simplicidade de conceitos e pela relação directa com o público, sem distorções e intelectualidades.

“Branca de Neve” foi o único espectáculo que subiu ao palco do Cine Teatro Rogério Venâncio nesta edição do FMD. Foi também o único projecto totalmente entregue à comunidade local, optando por uma modalidade já anteriormente utilizada no festival: “coaching” e apoio técnico garantidos pelo FMD. Não foi por isso que deixou de ser um espectáculo com pormenores muito interessantes, limpo, fluído, bem pensado e bem interpretado.


Com o penúltimo dia do Festival chegou aquele que, porventura, terá sido um dos melhores espectáculos da edição deste ano. Os brasileiros Foguetes Maravilha interpretaram “Ninguém falou que seria fácil” de forma soberba. Um texto genial resultou numa encenação sarcástica e labiríntica, mas simultaneamente divertida e envolvente. Contagiou o público e fez com que o sentimento, nem sempre fácil, de dominar o público se sentisse de forma clara. A ter que optar por o melhor espectáculo do FMD 2012, sem dúvida, a escolha recairia neste teatro.

Atlas, no Teatro Virgínia, dia 29, ousou transportar para o palco a partilha da experiência de vida de 100 pessoas da comunidade local (voluntários). Apesar da ideia ser engraçada, a monotonia da repetição tornou o espectáculo cansativo e após as primeiras 40 experiências partilhadas, completamente desinteressante.
sportar para o palco a experi|e de festival mais marcante.

Este ano a edição do FMD contou ainda com 3 concertos de música, 2 deles no improvisado palco do Museu da Aguarela Roque Gameiro, um local que de facto poderia e deveria ser muito mais utilizado para este tipo de eventos. No primeiro sábado do festival com Miúda A2 e no segundo com Noiserv. Para terminar, um concerto no Coreto de Minde dos leirienses Nice Weather for Ducks que, nos últimos temas mantiveram os sons electrizantes que caracterizam o universo musical dos seus membros e já conhecidos de projectos como Team Maria, embora não tenham tido a capacidade para agarrar um público que marcou presença e que esperava um final de festival mais marcante.

As noites do Ponto de Encontro foram um dos expoentes do FMD 2012. Mantendo a fórmula da gestão entregue a um grupo de voluntários e optando por entregar a DJ’s a responsabilidade de animar as noites, mais uma vez se verificou a forte adesão da população de Minde e arredores, proporcionando um saudável encontro de gerações e uma simbiose cultural de facto.

E porque a edição deste ano do FMD se inicia com e a falar de números termina este artigo também com alguns números. 1099 palavras, 6940 caracteres (com espaço), 5860 caracteres (sem espaços), 15 parágrafos, 11 espectáculos abordados.


Fotos Joana Patita

1 de outubro de 2012

FMD 2012

Terminou no sábado o Festival Materiais Diversos 2012.
Amanhã deixarei aqui o artigo que escrevi para o JM - Setembro com "Um olhar de fora".

A Cabiçalva


Estreou ontem em Minde a primeira curta-metragem em Minderico.
Totalmente amadora e feita em tempo recorde.
Para primeiro projecto estava muito engraçado.

Música



Hoje é o dia Mundial da Música e por isso desejo a todos um dia com muita música, de preferência, boa.
Faz hoje três anos que estava em Milão (muito bem acompanhado, diga-se) para ver o meu primeiro concerto da Tori Amos ao vivo. Foi brutal. Estava em palco acompanhada de forma assombrosa por Jon Evans e Matt Chamberlain. Foi um concerto único.