Depois do envio de José Sócrates para um centro de novas oportunidades em Paris e na iminência de Santana Lopes privatizar o Totobola, os sócios desta Taberna sentiram-se obrigados a tomar as rédeas do país, tendo como base de comando este espaço!

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12 de novembro de 2012

Biblioteca Digital DN (4)

Se, pelo título – A Queda de um Anjo - poderá vir imediatamente a lembrança da música dos Delfins, augurando algo de menos de bom ao conto, a originalidade explícita nas primeiras linhas escritas por Afonso Cruz encarregam-se de, rapidamente, eliminar tão desagradável lembrança.
Embora o início prometa mais do que o conto realmente é (a nota final do conto é despropositada), seria incorrecto não o considerar o melhor conto até agora desta iniciativa do DN. Sustentado por um alinhamento simbiótico entre palavras e estrutura, Afonso Cruz leva-nos para o universo onde se sente melhor, o da originalidade. Escudado numa escrita agradável e com fluência.
Para além de que demonstra dominar muito melhor a arte literária do conto do que anteriores autores desta colectânea.

A Moeda de Gonçalo M. Tavares foi o oitavo conto desta série. Um conto que pode parecer abstracto ou absurdo, de onde emerge a clara a influência de Gogol e até de Kafka, mas que no fundo é uma parábola interessante acerca da sociedade e do pensamento dos indivíduos. Além de que está muito bem escrito. Tinha alguma expectativa e não saiu gorada. Gostei.

7 de novembro de 2012

Biblioteca Digital DN (3)

Dando seguimento aos posts anteriores sobre este tema.

O 5º conto, da autoria de Eduardo Madeira - Um Rio Chamado Angústia - tem uma particularidade. Não é um conto. O que, tendo em conta o contexto da publicação, não deixa de ser estranho. No entanto, jus se faça, é um texto muito apelativo para, por exemplo, um workshop de escrita criativa. Tem piada e estruturalmente está bem conseguido. Reflecte perfeitamente a personalidade e o estilo do autor. Não obstante, parece-me que o mesmo poderia ter aproveitado a oportunidade concedida pelo DN para se mostrar noutro registo, mais interessante para quem lê e onde ficasse clara a versatilidade literária de Eduardo Madeira, se é que a tem. Assim nunca o saberemos. Espero que os outros humoristas presentes na lista optem por outra linha, ou caso optem por não arriscar, pelo menos que optem por escrever um conto.

Inês Pedrosa com o seu Quartos de Hotel, traz-nos, sem dúvida, um conto. Com uma linha de orientação bem delineada, onde a realidade assume papel de destaque e em que as personagens acabam por estar suficientemente vívidas para preencher os recantos da história contada. Gostei da ideia e da forma como a concretizou. Afinal, quantas estórias não terá um Quarto de Hotel para contar?


6 de novembro de 2012

Adeus anunciado de ALA

Na sua habitual crónica na Visão, Lobo Antunes anunciou com antecipação o final da sua obra literária.
Lançou este um novo livro e, segundo o próprio, tem já outro terminado que sairá em 2014. Mais dois livros de crónicas, um em 2013 e outro provavelmente em 2014, e a dará por terminada a sua obra literária.
Não sem deixar no ar a possibilidade de um "post-scriptum" (como o próprio referiu). "A partir de agora, nem mais uma entrevista para um jornal que seja, uma televisão, uma rádio.", refere o escritor.

"Se há pessoas que olham o que construí como difícil de entender é porque não compreendem a complexidade da vida, e isso não é culpa minha, é defeito delas."

"O meu trabalho está praticamente terminado. O resto fica por vossa conta e eu estarei muito longe já. É inevitável. Governem-se, se forem capazes, com a chave que vos deixo, se é que ela existe, ou não existe, ou existem várias, ou existem muitas, mudando constantemente. De cada vez, por exemplo, que oiço um quarteto de Beethoven oiço música nova. Como se pode agarrar, digam-me lá, o que constantemente muda?"

30 de outubro de 2012

Biblioteca Digital DN (2)

Sobre os contos 3 e 4 da Biblioteca Digital do DN.

Um Romance, da autoria de Rui Zink, é um conto com uma história engraçada, bem enredada, relativamente bem escrito e com o estilo muito próprio de Zink bem definido. As piadas estúpidas em rodapé poderiam muito bem ser evitadas até porque não acrescentam nada ao conto (excepção das notas 5 e 6), mas se assim fosse não estaríamos perante o pseudo irreverente Rui Zink. De qualquer forma, trata-se de um bom conto. Com um final muito próprio.

Luísa Costa Gomes, com o conto intitulado Mania, foi o quarto desta iniciativa. Não sei de quem terá sido a responsabilidade pela compilação dos contos, mas de uma coisa tenho a certeza, este conto não deveria ter sequer entrado nas possibilidades de participação. É mau demais. Além de não ter nada de novo, já que foi retirado de uma livro da autora datado de 1984, apesar de rescrito (e relido, terá sido?).
Também não sei qual será a ideia concreta do DN, mas colocando-me na pele de um dos escritores/autores convidados para pertencer a esta série, teria todo o gosto em escrever um conto inédito para esta iniciativa. Neste caso não existiu sequer esse brio, não sei se por parte da autora ou se por não ser exigível pelo DN. De qualquer das formas, foi o pior conto desta série e, porventura, terá sido das piores coisas que alguma vez li.

23 de outubro de 2012

Biblioteca Digital DN (1)

Sobre os dois primeiros contos da Biblioteca do DN:

O primeiro, da autoria de Pedro Paixão, intitulado A Musa Irrequieta fez com tivesse imediatamente vontade de procurar mais informação sobre Pedro Paixão e ficar com vontade de ler algo mais. Provavelmente pegar no livro "Do Mal o Menos" que reúne toda a ficção escrita por si até ao ano 2000.
Além deste efeito, o conto apresenta-se bem estruturado, muito bem escrito e com um enredo interessante que se desenvolve de forma concisa - chega a ser comovente no final e termina com dois parágrafos poderosos.

A Cidade Líquida, da autoria de João Tordo, foi o segundo conto. Teve um só efeito: dificilmente vou, algum dia, dedicar o meu tempo a ler o que quer que seja de João Tordo. Pode ter algum sucesso, pode ter ganho alguns prémios, mas literatura e boa escrita é que ele não faz. E não preciso de ler um romance para perceber isso.

É precisamente este o factor mais importante desta iniciativa do DN. Poder ter contacto com 31 autores, alguns que já conheço e outros que não, e perceber se valem a pena. Ter a percepção do interesse ou desinteresse que esses autores podem despertar. Aguardemos pelos próximos.

19 de outubro de 2012

Biblioteca Digital DN

O DN lançou na quarta-feira uma iniciativa muito interessante. A Biblioteca Digital.
A troco de um registo online no site, ou seja, a troco de ceder os dados de email para a lista da Controlinveste, pode-se ter acesso a dois contos digitais por semana, um à Quarta e outro ao Sábado, até 30 de Janeiro.
Serão 31 contos de 31 autores, entre eles Afonso Cruz, Mário Zambujal, Pedro Mexia, Gonçalo M. Tavares, Manuel Jorge Marmelo, entre outros.
Já li o primeiro, do Pedro Paixão, e recomendo.

17 de outubro de 2012

The Great Gatsby


Acabei ontem de ler o livro. Muito bom. Lê-se num impulso.
Agora vou tentar ver o filme. Primeiro o original com Robert Redford e no início do ano o remake com Leonardo DiCaprio.

11 de outubro de 2012

Nobel Literatura (3)

Mo Yan, foi o galardoado.
Nunca li nada. Mas vou ler brevemente.

Nobel Literatura (2)

A minha aposta vai para Haruki Murakami.
O meu desejo, num misto de patriotismo e encantamento, seria para Lobo Antunes.

10 de outubro de 2012

Nobel Literatura

Vai ser anunciado amanhã por volta das 12h.
Aguardemos com expectativa quem será o contemplado deste ano, na esperança que seja, para mim, uma descoberta ao nível de Vargas Llosa em 2010 ou uma confirmação de alguns "nobelizáveis".

4 de outubro de 2012

Belo palco


Tomorrowland 2012

27 de setembro de 2012

Leituras




Quedo-me, nesta altura, com "Novos Contos da Montanha" de Miguel Torga.
Razão? Só tinha, até hoje, lido Torga em poesia e já tinha curiosidade há algum tempo.

Li por acaso o conto "Alma Grande" na semana passada. Entusiasmou-me a escrita, a descrição de uma zona do país ostracizada e o facto de gostar de conhecer os autores pelos contos. Quando os há.

24 de agosto de 2012

Mr. Bones

Não sou muito dado a animais de estimação, cães, gatos e afins.
O único animal de estimação pelo qual senti algum carinho foi Mr. Bones. Talvez porque, como me foi apresentado, denotava uma inteligência extraordinária.
Não sei porquê mas hoje acordei a pensar na sua história.

8 de agosto de 2012

Cânones culturais

Vasco Graça Moura escreve hoje no DN sobre a temática do cânone literário, cujo debate está em grande efervescência no mundo cultural. Já tinha dado conta dela a Revista Ler na sua edição de Julho/Agosto cujo artigo central versa precisamente sobre uma discussão havida em Madrid entre Vargas Llosa e Gilles Lipovetsky precisamente sobre a necessidade ou não, a importância ou não, da manutenção e/ou criação de cânones culturais, de forma geral. Vargas Llosa é, em si, um defensor da existência de cânones culturais e é precisamente sobre esta temática que versará o seu próximo livro (motivo da discussão acima referida), em jeito de ensaio, que já foi editado em Espanha e espero que o seja brevemente em Portugal. Deixo um excerto da crónica de Graça Moura de hoje:

"Nunca será demais insistir em que os estudantes, se tiverem um bom domínio da língua portuguesa, ficam preparados para ler tudo o mais: bulas de medicamentos, manuais de instruções, relatórios técnicos, notícias de jornais... Ao invés, se a sua preparação for circunscrita a este tipo de textos, nunca eles conseguirão ler capazmente um grande escritor. E se não forem capazes de ler capazmente um grande escritor, acabarão por não ser capazes de mais nada."

30 de julho de 2012

Leituras

Depois de ler isto:


Ficou a vontade de ler isto:

12 de julho de 2012

ALA

"De longe em longe cabe-nos a sorte de topar com uma pessoa assim, que gosta de nós não apesar dos nossos defeitos mas com eles, num amor simultaneamente desapiedado e fraternal, pureza de cristal rocha, aurora de maio, vermelho de Velázquez."

in Memória de Elefante

12 de junho de 2012

Clássicos

Terminado o Paris é uma Festa (e com O Velho e o Mar na calha) segue-se uma abordagem à Rússia, mais propriamente a St. Petersburg pela mão de Nikolai Gógol, um dos "pais" da literária russa, elevada a clássica. Anterior a Tolstoi, Tchekov, Dostoievski, Gorki e Turguenev, por exemplo.
Como li algures num blog, para quê importar-me com os novos estilos de literatura (light, fantástico e outras que tal) quando existem milhares de livros considerados clássicos que já passaram pelo crivo temporal de várias gerações, mantendo-se com novas edições, o que só comprova a qualidade, a procura, a existência de leitores e a intemporalidade da boa literatura?
Não que esta questão se venha a transformar numa sentença, mas gosto da forma como a questão está colocada e como estou numa fase de clássicos, faz todo o sentido. Logo veremos o que se segue…

29 de maio de 2012

Mais uma boa entrevista

"Esse é o costume dos maus escritores: «Então ele disse… e ela disse… e eles saíram». Não! O respeito pelo leitor implica que você não vai julgar que o leitor é estúpido porque ele não é. O que você vai ser é muito humilde e saber que o leitor é muito competente e muito capaz. Claro que há uns – inclusive os críticos - que não serão capazes de acompanhar, mas a culpa é deles, não é minha."

Entrevista de José Rentes de Carvalho, aqui.

9 de maio de 2012

Finalmente, Borges...

Não tenho nenhuma explicação racional, mas a verdade é que há pelo menos 7 ou 8 anos que andava para ler Jorge Luis Borges, e precisamente há 7 ou 8 anos que adiava esta vontade, por motivos que nem sequer consigo pensar, quanto mais elencar. Não havia muitas edições em Portugal é um facto, mas não terá sido com certeza esse o motivo que me levou a não ler Borges. Recentemente a Quetzal lançou duas obras de Borges. Apesar de estarem traduzidas segundo as regras do novo acordo ortográfico (vou ter que comprar a versão em espanhol), comprei "O Livro da Areia" e comecei a lê-lo. É um livro de contos, contos que são contos, contos extremamente bem escritos, contos que se misturam com sonhos e sonhos que se misturam connosco. Do "Finalmente, Borges...", provavelmente passarei para o "Eternamente, Borges...".



8 de maio de 2012

Coincidências

Hoje de manhã enquanto fazia a habitual viajem de autocarro, acompanhado, claro está do livro que estou a ler actualmente (Storytelling), aconteceu uma coincidência interessante. Bem, as coincidências são quase sempre interessantes...
Este livro é uma reunião de fábulas, contos e pequenas histórias, umas reais outras nem tanto, muitas delas com carácter mitológico. O objectivo é passar para o leitor que todos estes textos têm uma interpretação que vai muito mais além que o próprio texto e que devidamente contextualizadas podem ter um impacto interessante na gestão das organizações, na gestão pessoal, na oratória e em muitos outros aspectos da vida.
A coincidência surgiu quando uma das histórias do livro, intitulada de "O Barómetro", surgiu. Não vou contar a história (real) de Niels Bohr, mas lembro-me perfeitamente de quando a ouvi pela primeira vez. Foi-me contada por um amigalhaço (nessa altura ainda esta amizade dava os primeiros passos) há uns bons anos (para aí uns 8 ou 9) ao balcão do Estaminé enquanto bebíamos umas imperiais (sim, nessa altura havia imperiais no Estaminé) num dia de semana...deviam ser entre 2 e 6 da manhã (que foi a hora que saímos de lá nesse dia) e as imperiais (neste caso os copos vazios) acumulavam-se desde cedo... Ainda há pouco tempo falámos precisamente deste episódio e por incrível que pareça ainda me lembrava bem da história. Coincidências...