Depois do envio de José Sócrates para um centro de novas oportunidades em Paris e na iminência de Santana Lopes privatizar o Totobola, os sócios desta Taberna sentiram-se obrigados a tomar as rédeas do país, tendo como base de comando este espaço!

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29 de julho de 2013

Remodelação

Portas levou a dele avante, ganhou mais peso na coligação.
Veremos como se comporta Pires de Lima na Economia.
Mas para já resulta claro que o peso político (seja lá isso o que for) ainda tem um peso enorme. Este factor, juntamente com o efeito Portas, ajudam a explicar a saída de Álvaro Santos Pereira.
Acredito que tenha sido um grande ministro e que os resultados do seu trabalho se começarão a ver brevemente. Nessa altura seria bom que Pires de Lima o admitisse. Aguardemos pois.

22 de julho de 2013

Amena Cavaquice

Volta a afirmar o que disse há uns posts atrás.
Cavaco geriu toda esta crise política de forma demasiado inteligente para a capacidade intelectual da maioria dos portugueses. A que não escapam, naturalmente, são aliás os maiores prevaricadores, o rol de profissionais do "achismo" que diariamente poluem e pululam por jornais e televisões.
Compreendo que para muita gente seja complicado perceber as funções de um Presidente da República, mas também compreendo com clareza que os que agora criticam Cavaco por supostamente dar cobertura aos partidos que o apoiaram nas duas últimas eleições que ganhou, são exactamente os mesmos que rejubilaram quando o inefável Jorge Sampaio, à primeira oportunidade, tudo fez para colocar o PS no governo deste país, agindo com mero interesse partidário e extravasando claramente as funções para as quais tinha sido eleito, com os resultados que aos dias de hoje se conhecem, infelizmente, de sobremaneira.

Duas notas:

1) o PS provou mais uma vez ao país que não é uma alternativa a nada, vive comandado por múmias e não por convicções ou ideais, tem um líder que além de ser um palerma tem menos inteligência que o queijo  que comprei ontem no Ladoeiro (aliás, não duvido que entre comer desse queijo ou ter o Seguro como primeiro ministro, 80% dos portugueses prefeririam comer o queijo);

2) Portas e o CDS terão a benevolência de uma última oportunidade para decidirem se querem ou não ficar na história de Portugal. E isso devem-no à atitude de Cavaco e ao estado do país, porque noutras condições a irresponsabilidade de Portas teria sido fatal. De qualquer forma, não há escapatória possível, o CDS vai ter que participar nos cortes estruturais do estado.

P.s. sobre a nota 1): quase chorei a rir quando o Tó-zé afirmou ontem, na sua entrevista na sic notícias (para quem não sabe o significado prático de demagogia, aconselho vivamente a visualização), que parceiros europeus com quem fala ao telefone (uau!) lhe confidenciaram que a troika poderia aceitar um défice de 5% e não de 4% como estava inicialmente previsto. E que esta grande mudança para o país (genial não é?!?!) deve-se à atitude do PS neste processo. Não ouvia nada tão absurdo e estapafúrdio desde as declarações do Pinho há quase 4 anos a dizer que a crise tinha acabado. 
O meu rico queijinho! Até me vai custar comer a inteligência que o palerma do Seguro nunca terá...

11 de julho de 2013

E uma declaração inequívoca, não?

O que será que Cavaco interpretaria das suas próprias palavras, se fosse um comentador político?
Não há dúvida que Cavaco penalizou as irresponsabilidades de Passos e Portas. Foram, de facto, demasiados actos de irresponsabilidade.
Mantenho a firme convicção que o CDS vai acabar a médio prazo, e esta posição de Cavaco só vem acelerar o processo de questionamento interno.
As grandes dúvidas que me restam são: o que vai acontecer a breve prazo se os 3 partidos não chegarem a entendimento? Passos vai demitir-se já? Eleições antes de 2014? Vai dar legitimidade, depois de a ter tirado ontem, ao governo actual?
Resultam mais dúvidas que certezas desta declaração. Mas declaração inequívocas nunca foram o forte de Cavaco, pelo menos desde que está na presidência da república.

5 de julho de 2013

A acção patriótica de Cavaco

Contrariamente a muitas opiniões que vou ouvindo, a maioria delas proferidas pelos profissionais do bitaite televisivo que pouco ou nada percebem sobre os assuntos que insistem comentar (tirando raras excepções, José Gomes Ferreira e pouco mais), considero que a actuação de Cavaco Silva nos últimos dias tem sido, não diria exemplar, mas de um nível patriótico superior.
Diametralmente, em termos de responsabilidade e patriotismo, oposta da atitude dos líderes da coligação governativa, principalmente da de Paulo Portas.
Cavaco está a actuar como um pai que assiste a uma birra entre dois filhos sensivelmente da mesma idade. Um pai que prefere que sejam os próprios filhos a entender-se, ao invés de os castigar aos dois e mandá-los para o castigo. Além disso Cavaco, o pai, sabe que mandá-los para o castigo nada resolve, apenas adia o problema. A educação deve ser dada de forma superior e não necessariamente de uma forma forçada, pelo menos até se esgotar a hipótese de evitar o recurso a castigos. É isso que Cavaco está a fazer. Conseguirá evitar o castigo? Espero sinceramente que sim. Para bem deste Estado.
Admito que esta forma de actuação, por ser superior, inebrie a maioria dos inferiores opinadores deste triste país, que preferem os ataques de verborreia.

4 de julho de 2013

Palermas há muito(s) (7)


Não podia ser de outra maneira.
Pena que aquele pin na lapela do casaco seja apenas para enfeitar.

2 de julho de 2013

Conclusões sobre a saída de Gaspar

1. Afinal toda a gente gostava do Gaspar, tais são as manifestações de tristeza e repugnância vindas de todos os cantos da sociedade, inclusive da esquerda, sobre a sua saída do Governo;
2. Portas já manda mais no Governo que Passos Coelho;
3. Maria Luís Albuquerque, ao que se diz, tem uma uma excelente imagem junto de alguns mercados historicamente compradores de dívida portuguesa, nomeadamente o americano, pelo que se esperam efeitos positivos desta nomeação;
4. Cavaco Silva não quererá terminar a sua vida política colocando o pateta do Tó-zé no governo, por isso, estejam descansados que não será por este lado que haverá eleições antecipadas.

17 de maio de 2013

Capucho ressabiado

Ele bem se ofereceu de todas as maneiras feitios. Uma vezes de forma mais directa, outras por interpostas, mas sempre a oferecer-se despudoradamente. E logo ele que estava disposto a aceitar qualquer câmara deste país.
Como ninguém o aceitou para lado nenhum (avé Passos Coelho em relação à forma como tem lidado com esta gentalha!) decidiu candidatar-se como cabeça de lista à Assembleia Municipal de Sintra contra o PSD.

Fica a dúvida:
Caso ganhe, será que vai levar o filho para trabalhar em Sintra como levou para Cascais?

Vergonha é coisa que esta gente não tem! Que seja humilhado nas urnas é o que lhe desejo a todos os oportunistas miseráveis como Capucho.

3 de maio de 2013

8 de abril de 2013

Sobre as igualdades

Foi o princípio da igualdade (ou seja, a igualdade entre trabalhadores da função pública e do privado) que esteve na base do acórdão do Tribunal Constitucional.

1. Quer isto dizer que o governo tem agora um atestado para, finalmente, iniciar um processo de rescisões alargado na função pública. E foi o Tribunal Constitucional quem o mandatou.
Porque qualquer pessoa que trabalhe no privado pode ser despedido a qualquer momento, bastando para isso que a sua entidade patronal assim o decida. Logo, por uma questão de, vá ... igualdade, também os funcionário públicos vão ficar expostos a esta possibilidade. Sem querer, os juízes do TC abriram portas às tão esperadas alterações estruturais na despesa. E logo pelo lado da maior fatia.

2. O TC tem juízes nomeados por partidos políticos. Haverá coisa mais absurda que isto para um órgão que se quer (e afirma ser) imparcial e isento nas suas análises?

3. Tó-zero Seguro provou mais uma vez o quão intelectualmente miserável é e deixou claro aos milhares de portugueses que lhe dariam o voto, o quão atrasados mentais são.

4. A igualdade não deveria ser para aqueles que são iguais? Não se pode querer aplicar o princípio da igualdade a realidade desiguais e incomparáveis.

4 de abril de 2013

Relvinhas e as boas notícias, a demissão

A confirmar-se a notícia avançada pela CMTV, Miguel Relvas terá pedido a demissão, o que, dentro do panorama actual, terá sido das melhores notícias que Passos recebeu nos últimos meses.
Mais do que uma boa notícia para Passos e para o governo, a confirmar-se, esta é uma boa notícia para todos os portugueses. Relvas foi provavelmente o ministro que mais prometeu e que mais falhou (não sei se concretizou alguma coisa de todas as que se envolveu, e foram muitas), foi de certeza o ministro que mais desgastou o governo e era com certeza o ministro que mais separava os parceiros de coligação.
A confirmar-se, só peca por tardia.
Relvas mais não é que um exemplar com o mesmo nível dos membros do gang Sócrates. E este governo só ganha em descolar-se dessa gentalha. Não deixa saudades, nenhumas.
Politicamente falando, espero que tenha sido o seu fim, porque de nulidades, está país cheio e cansado.

[Adenda]:
Leio também que Nuno Crato se prepara para desreconhecer as habilitações literárias de Relvas, retirando-lhe o grau de licenciado. A ser assim: Avé Nuno Crato!

23 de janeiro de 2013

Maturidade

Portugal não negociou mais tempo para concretizar o programa de ajustamento.
Portugal não terá qualquer alívio na execução do programa de ajustamento.
A única coisa que Portugal negociou foi o aumento da maturidade da dívida. Ou seja, o prazo em que se vencem as dívidas do empréstimo da troika.
Não houve redução de dívida, não houve perdão de dívida, não houve renegociação de taxas de juro.
Portugal nem sequer terá grandes benefícios financeiros com esta operação. Terá, certamente, benefícios económicos e benefícios não mensuráveis, a esta altura, relacionados com credibilidade e honorabilidade.

Miserável

No dia em que todos tomámos conhecimento das duas melhores notícias (regresso aos mercados e alargamento da maturidade da dívida à Troika), em termos económicos, para Portugal nos últimos 2 anos, o idiota do Tó-zé conseguiu proferir, para não ficar atrás certamente, o maior disparate político dos últimos 2 anos em Portugal.

O miserabilismo desta personagem e, porque não, do partido que lidera é por demais confrangedora. Ouvir o que Seguro disse ontem foi triste. Mais que isso, foi uma confissão. Uma confissão da sua falta de inteligência, uma confissão do verdadeiro adn político do partido que colocou Portugal nesta situação de pressão e de empobrecimento e uma clara tentativa de tomada de propriedade das boas notícias.

Só numa imprensa como a nossa se poderia ter verificado isto:
- Ecos gritantes dos disparates de ontem, com direito a prime time;
- Branqueamento total no dia de hoje das declarações do coitado Tó-zé.
Se tiveram a capacidade de perceber e assumir a enormidade dos disparates do asno Tó-zé porque é que não os dissecaram hoje? Porque não o atacaram, acusando-o de falta de inteligência? Acusando-o, a ele e ao partido, de impreparação, de falta de sentido de estado? De erros de análise? De alheamento da realidade? De falta de memória? Porquê?

Porque não lhe(s) explicam que há um ano seria impossível negociar com a Troika?
Porque não lhe(s) explicam que há um ano as taxas de juro das obrigações portuguesas no mercado secundário e em maturidades de médio/longo prazo estavam próximas dos 20%?
Porque não lhe(s) explicam que, se Portugal está a ter abertura da Troika para renegociar algumas premissas do plano de resgate é porque nestes dois últimos anos demonstrou a toda a Europa que tem um governo capaz de tomar medidas, capaz de ser austero e capaz de cumprir com o que foi acordado?

Tristes aqueles que se revêem num partido liderado por esta ave rara da estupidez.
Tristes aqueles que se revêem num partido que ao ouvir boas notícias começa a esfregar as mãos para assaltar o poder e ficar com os louros do trabalho desenvolvido pelo actual governo.

A última interrogação que deixo a todos aqueles que cometeram em algum momento da sua vida o impropério de votar nesta gente socialista é esta:

Se o trabalho deste governo tem sido tão mau e o país vai tão mal porque é que o PS já está em êxtase para tomar de assalto o poder?

A todos aqueles que que ao ler esta última interrogação pensaram:
"Precisamente porque Portugal está tão mal é que o PS quer governar, para inverter este rumo."; ou
"Porque só o PS pode mudar Portugal.";
Aconselho uma consulta num psiquiatra porque estão já numa fase avançada de demência. Se juntarmos demência com ingenuidade teremos aquele que deve ser o maior pesadelo de um psiquiatra.

5 de dezembro de 2012

A democracia

É assim que se demonstra o respeito pelos outros e pela democracia:

"Pedia ao Serra que deixasse os senhores ostentarem o cartaz sem nenhum problema, porque vivemos, felizmente, numa situação boa, de saúde da nossa democracia, e não vemos nenhuma razão para que os senhores não possam ostentar as faixas que entenderem", afirmou Pedro Passos Coelho, continuando depois a sua intervenção.

P.s. já a pessoa da agência lusa que escreveu o artigo podia aprender a colocar as vírgulas no lugar certo...

29 de novembro de 2012

Ainda a carta dos 70 magníficos


A lista dos amigos do Soares que subscrevem a dita carta mais parece uma shorlist do PS, PCP e BE juntamente com alguns parolos (tipo a Pilar del Rio) e com gente que devia andar a trabalhar mas que preferem aparecer nas notícias por outras razões que não o seu trabalho. O que não deixa de tornar mais ridícula a situação. Eu no lugar do Passos Coelho quando recebesse a carta tinha duas reacções:
1) ria-me que nem um perdido;
2) ligava à secretária e pedia-lhe para ela mandar um postal de agradecimento a dizer o seguinte:

"Agradeço a preocupação com a minha saúde e noto que sabem que rir é das melhores coisas para saúde. Sei que ser primeiro ministro é desgastante, mas estou muito bem de saúde e vou continuar no cargo. No entanto, sintam-se à vontade para me brindarem com momentos hilariantes destes sempre que quiserem, que pelo menos tornam a pausa do café mais divertida.
Do vosso primeiro-ministro,
Pedro Passos Coelho"

28 de novembro de 2012

Oportunidade perdida

Consumo muita informação sobre assuntos económicos e políticos. É assim. Faz parte do trabalho e faz parte dos meus gostos. Sigo com atenção opiniões e correntes mais liberais, mais conservadoras, mais sociais, outras que são uma mistura ideológica, e outras ainda que não são nada mas que até gosto de ler.
Tenho para mim que a social-democracia (não confundir com PSD porque a lógica é inversa) conjugada com um mercado altamente liberalizado (mas prudentemente regulado) e uma legislação necessariamente flexível seria o sistema ideal. Se seria possível colocá-lo a funcionar? Não sei. Se isto significa alguma coisa em termos de correntes ideológicas ou mesmo de ideologia? Também não sei. Provavelmente não.

Mas com isto quero dizer que após ler, ouvir e reflectir sobre o orçamento de 2013 e o que tem sido a governação PSD-CDS, chego a duas conclusões:
- o país estava financeiramente num estado caótico (muito pior do que se imaginava), deixado por uma cambada de socialistas que, caso fôssemos um país sério, estariam todos presos e/ou casos fôssemos um país de gente séria, estariam todos calados e sem aparecer em lado algum;
- este governo perdeu a oportunidade (provavelmente o melhor timing histórico) de fazer as reformas principais que o país precisava (a tal refundação que agora se fala), cedendo aos poderes instalados (municipais, partidários) e tendo receio de confrontar certos filões (orçamento 0 para todas as fundações, privatizar tudo - RTP à cabeça - o que é do Estado).
Não há perdão para qualquer uma destas conclusões. Mas há uma certeza: quem mais sofre com tudo isto é Portugal e os portugueses, mas no futuro também os políticos sofrerão pela falta de crença daqueles que neles têm confiado. Embora sejam formas de sofrer bem diferentes.

Resta, ainda, a este Governo demonstrar que a oportunidade que tiveram pode ser aproveitada, mesmo que não totalmente, o que, sinceramente, já me custa a crer. Perceba-se também que o que digo não invalida que continue a achar que:
- este é o melhor Governo que vi em Portugal, que Gaspar é o melhor ministro das finanças que poderíamos ter, que é uma sorte termos um ministro como Álvaro Santos Pereira, mas a teia de poderes instalados e a falta de coragem dos políticos deste Governo - Passos, Relvas e Portas à cabeça - provavelmente determinará que a oportunidade se perdeu.
- que os socialistas são a espécie política mais asquerosa, mais nojenta, mais torpe, mais bafienta, mais mentirosa, mais aproveitadora (podia continuar porque adjectivos pejorativos há muitos e todos eles cabem nessa gente) que pode haver.

28 de setembro de 2012

Tudo em aberto

Não sou defensor de que este Governo está acabado e que seria necessária uma alteração de Governo. Acredito que poderia e deveria haver uma pequena remodelação (historicamente generalizada e facilmente compreensível), mas não me coíbo de ponderar e analisar diferentes cenários.
Se o cenário de eleições antecipadas é dos que menos interessa (por várias razões, mas acima de tudo porque os partidos estão mandatados pelo povo português para governar mais 2 anos e meio), o cenário de substituição do Governo poderá ter algum cabimento, embora ache muito complicado. Mas se, porventura, acontecer, a minha aposta/desejo será inteiramente para/por Rui Rio, tal como defende Pedro Quartin Graça aqui.

14 de maio de 2012

Coitados

Temos uma comunicação social de merda. (politizada à esquerda e com mestrado em manipulação de informação)
Temos uma classe política de esquerda de merda. (a de direita pode não ser melhor, mas pelo menos não é tão hipócrita e demagoga, e consegue ser muito mais inteligente nos argumentos)
Temos um povinho de merda. (refiro-me à generalidade dos papalvos que não têm capacidade de pensar pela sua cabeça e que são o principal target da nossa manipuladora comunicação social)
Ups, se calhar não devia ter dito a palavra merda.
É que em Portugal não se podem dizer verdades, nem se pode dizer o óbvio. Não gostamos de ouvir as verdades nem de ser confrontados com a realidade, preferimos ser iludidos por mentiras e falsas promessas (mesmo quando se lhes reconhece a impossibilidade de aplicação sustentável) e enquanto essa merda de mentalidade não mudar, não vamos a lado nenhum. Na realidade a maioria das pessoas está-se a borrifar para o futuro (mesmo o seu) e para os outros (mesmo os seus) e por isso preferem um modo de vida a la socialista que se consubstancia mais ou menos nisto:
Gastar, gastar e gastar, de preferência tudo o que se tem, e depois pedir, pedir, pedir emprestado para gastar ainda mais, porque só a gastar é que se sentem bem. Se a coisa correr mal abandona-se o barco e emigra-se para França e quem vier atrás que feche a porta. É assim que a generalidade das pessoas gostam de viver em Portugal. Agora essa coisa, de pensar a sério num investimento antes de o fazer, de pensar em poupar, da consciência de ter que fazer sacrifícios, de ter que permanentemente fazer escolhas do que se pode ter e consequentemente abdicar do que não se pode ter, essas coisas não interessam. Isso são coisas da direita (esses fascistas), esses insensíveis que não percebem a legitimidade de toda a gente poder ter tudo.

A frase da discórdia do fim de semana (daquelas que quando chegam à comunicação social são sistematicamente descontextualizadas e manipuladas e daquelas que não gostamos de ouvir) foi esta:

“Estar desempregado não pode ser, para muita gente, como é ainda hoje em Portugal, um sinal negativo. Despedir-se ou ser despedido não tem de ser um estigma, tem de representar também uma oportunidade para mudar de vida, tem de representar uma livre escolha também, uma mobilidade da própria sociedade.”

A todos os que interpretaram esta citação como um ataque aos desempregados e como uma forma de despreocupação com o desemprego, sem dúvida um dos maiores flagelos da nossa sociedade, só me resta declarar o meu sentimento de pena...coitados...e são muitos.

24 de fevereiro de 2012

A democracia vai chegando

Já o disse várias vezes: este é para mim o melhor governo de que há memória em Portugal.
Mas Passos Coelho quer mais e pretende instaurar no PSD algo semelhante ao está a acontecer actualmente nos EUA - salvo as devidas distâncias, já que nos EUA as primárias que estão a decorrer são para eleger o candidato a presidente - um sistema de primárias internas para escolha dos candidatos a presidentes de câmara. A medida, mais do que interessante, trará benefícios óbvios nos ciclos eleitorais regionais e será, porventura, o maior garante da qualidade de gestão autárquica que tão necessária é e será.
Porquê? Porque ao promover um debate interno que gerará um candidato do partido abrirá portas a muito mais putativos candidatos e quanto maior a base de escolha maior a probabilidade de melhorar a escolha; abrirá discussão antecipada sobre temas fulcrais, nomeadamente sobre a capacidade de gestão de recursos cada vez mais escassos das autarquias e o modelo de governação ideal para as autarquias (este paradigma é dos que mais está em mutação actualmente nas autarquias); e contribuirá para uma maior mobilização das bases na defesa dos candidatos (provavelmente também aumentará a militância partidária) que saírem legitimados e vitoriosos destas eleições primárias.
Também poderá ter alguns problemas, mas já dizia Churchill:
"A democracia é a pior forma de governo, salvo todas as demais formas que têm sido experimentadas de tempos em tempos."