Depois do envio de José Sócrates para um centro de novas oportunidades em Paris e na iminência de Santana Lopes privatizar o Totobola, os sócios desta Taberna sentiram-se obrigados a tomar as rédeas do país, tendo como base de comando este espaço!

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15 de julho de 2013

Leituras


Ainda em progresso. Mas a genialidade metafórica ninguém a tem como ALA. Seria motivo mais que suficiente para ler o livro. Mas há muito mais...


Llosa, basta? Para mim sim. Ainda não me desiludiu.


Muito interessante a abordagem do autor. Um pouco ao jeito da História Universal de Infâmia, mas em forma psicográfica. Tem 4 histórias hilariantes.

23 de abril de 2013

Dia mundial do livro



Os mais recentes...

9 de janeiro de 2013

Coincidências que se repetem

Depois de terminar o Cândido de Voltaire, que recomendo a toda a gente que se interessa por a fenomenologia do quotidiano e pelo pensamento das pessoas, parto em direcção a outras paragens.
Ao ler Voltaire ficamos impressionados como a sociedade e as pessoas, na sua génese, não mudaram praticamente nada nos últimos 250 anos. Chega a ser penoso constatar que alguns dos maiores problemas da sociedade da época sejam exactamente os mesmos com que nos debatemos actualmente. A actualidade inexorável de um livro escrito em 1758 é directamente proporcional à genialidade do seu autor. Voltaire, mais do que um escritor, foi um espectador astuto dos lugares, das sociedades e das pessoas. Percebeu, quase sem erros, o pensamento e a forma de agir dos seres humanos, o que as move, as vontades, os problemas, a forma como definem prioridades. É deveras intrigante ler um livro com mais de 250 anos e ver reflectido nele tanto de real e actual.
Termina assim:
“Tudo isso está muito bem, mas devemos cultivar o nosso jardim.”.
Voltando às coincidências de que falo no título, terminado o Cândido, um Falador me chamou, convidando-me (sim, às vezes os livros chamam-nos) a ir até ao peru. E pensei – porque não? Vamos lá.
Constato, hoje, que também em Janeiro do ano passado viajei para essas partes do globo. Curiosamente com o mesmo guia.
Assim, desde ontem que me encontro no país dos Incas, ali por zonas entre Lima e a Amazónia indígena.
O encanto é o mesmo, a escrita é deliciosamente perniciosa e mais uma vez agradeço a Llosa a sua existência e os momentos que me tem proporcionado. Ficarei nos próximos dias a ouvir O Falador.

10 de outubro de 2012

Nobel Literatura

Vai ser anunciado amanhã por volta das 12h.
Aguardemos com expectativa quem será o contemplado deste ano, na esperança que seja, para mim, uma descoberta ao nível de Vargas Llosa em 2010 ou uma confirmação de alguns "nobelizáveis".

17 de agosto de 2012

Perú

Andam a acontecer-me muitas coincidências que têm o Perú como denominador comum. Desde uma conversa sobre voos para Lima a preços fantásticos, seguindo com a decisão de pegar num livro (mais um, desta vez - Lituma nos Andes) de Vargas Llosa (também ele peruano) cuja acção se passa nos Andes peruanos, passando depois pela coincidência de estar a apagar gravações da box do Meo e encontrar lá um episódio dos Portugueses pelo Mundo que por acaso se passava no Perú em que até foram a Iquitos - local onde se passa uma parte da acção de um outro livro de Llosa (O Sonho do Celta) - e hoje dou de caras com este post.

8 de agosto de 2012

Cânones culturais

Vasco Graça Moura escreve hoje no DN sobre a temática do cânone literário, cujo debate está em grande efervescência no mundo cultural. Já tinha dado conta dela a Revista Ler na sua edição de Julho/Agosto cujo artigo central versa precisamente sobre uma discussão havida em Madrid entre Vargas Llosa e Gilles Lipovetsky precisamente sobre a necessidade ou não, a importância ou não, da manutenção e/ou criação de cânones culturais, de forma geral. Vargas Llosa é, em si, um defensor da existência de cânones culturais e é precisamente sobre esta temática que versará o seu próximo livro (motivo da discussão acima referida), em jeito de ensaio, que já foi editado em Espanha e espero que o seja brevemente em Portugal. Deixo um excerto da crónica de Graça Moura de hoje:

"Nunca será demais insistir em que os estudantes, se tiverem um bom domínio da língua portuguesa, ficam preparados para ler tudo o mais: bulas de medicamentos, manuais de instruções, relatórios técnicos, notícias de jornais... Ao invés, se a sua preparação for circunscrita a este tipo de textos, nunca eles conseguirão ler capazmente um grande escritor. E se não forem capazes de ler capazmente um grande escritor, acabarão por não ser capazes de mais nada."

30 de julho de 2012

Leituras

Depois de ler isto:


Ficou a vontade de ler isto:

26 de abril de 2012

Por falar em livros - Llosa, claro está

Quando Mario Vargas Llosa nasceu, em Março de 1936 – em Arequipa, no Peru – os seus pais estavam separados. Fez os estudos de primeiras letras na Bolívia e regressa ao Peru em 1945, altura em que, finalmente, conhece o seu pai. Aos 17 anos decide estudar Letras e Direito e, no ano seguinte, casa com a sua tia Julia Urquidi  - assegurando a subsistência com trabalhos muito diversos, desde conferir e rever os nomes das lápides dos cemitérios até escrever para a rádio ou catalogar livros. Em 1959 abandona o Peru e,  graças a uma bolsa, ingressa na Universidade Complutense de Madrid, onde conclui um doutoramento que lhe permite cumprir o sonho de, um ano depois, se fixar em Paris, onde, sempre próximo da penúria, foi locutor de rádio, jornalista e professor de espanhol – tinha apenas publicado um primeiro livro de contos.  Regressa ao Peru em 1964, divorcia-se de Julia Urquidi e casa-se no ano seguinte com a sua prima Patricia Llosa, com quem parte para a Europa em 1967 (depois de ter publicado a A Casa Verde, em 1966), tendo vivido até 1974 na Grécia, em Paris, Londres e Barcelona – após o que regressa ao Peru. O seu afastamento em relação ao regime de Havana (que visitara pela primeira vez em 1965) irá marcar toda a sua biografia política e literária a partir de 1971, dois anos depois da publicação de Conversa na Catedral. Em Lima pode, finalmente, dedicar-se em exclusivo à literatura e ao jornalismo, nunca abandonando uma intervenção política que o levou a aceitar a candidatura à presidência da República em 1990. Vive em Londres desde essa época, escrevendo romances, ensaios literários, reportagens e percorrendo o mundo como professor visitante em várias universidades. Entre os muitos prémios que recebeu contam-se o Rómulo Gallegos (1967), o Princípe das Astúrias (1986) ou o Cervantes (1994). Foi distinguido com o Prémio Nobel da Literatura em 2010.

29 de março de 2012

Sábado

Hoje a Sábado é distribuída com livros de 6 grandes autores, todos prémio Nobel da literatura. O difícil vai ser escolher, entre: Llosa, Garcia Marquez, Coetzee, Herman Hesse, Pinter e Toni Morrison. Depois de alguma procura, 5 bancas de revistas em Lisboa, lá encontrei uma Sábado que trouxesse o "Lituma nos Andes" de Mário Vargas Llosa.
Há sempre a hipótese de comprar mais que uma revista e trazer outro(s) livro(s), o que, diga-se de passagem, não é muito mau negócio, são 3€ por livro e ainda se pode oferecer a revista...

31 de janeiro de 2012

Nova companhia (2)

Depois d' "O Sonho do Celta" de Mário Vargas Llosa (brevemente um post sobre o livro) com a habitual intensidade, nada como um pedaço de humor britânico para descomprimir e "sair" da personagem de Roger Casement. O quarto, de cinco, livro (gosto de começar quase pelo fim) de Tom Sharpe em que a personagem central é Wilt.

26 de janeiro de 2012

O Sonho do Celta

"I say Roger Casement
did what he had to do
he died upon the gallows
but that is nothing new"

W. B. Yeats

11 de janeiro de 2012

Nova companhia

27 de outubro de 2011

Llosa e o Outono

Muitas vezes é a intangibilidade dos sentimentos, da imaginação e do abstracto que nos fazem sentir próximos, focados, despertos e apaixonados. O Outono desperta em mim um sentimento de mistura entre a melancolia e a curiosidade, a quietude e a procura, o sossego e a excitação. É a altura do ano em que a avidez por coisas novas se torna mais intensa, os sentidos estão mais apurados para essas sensações e as possibilidades de me deixar levar pela música, pela narrativa literária ou por outra qualquer forma de arte que me motive e prenda atinge o expoente máximo. Este Outono foi através de Mário Vargas Llosa que consegui preencher esta necessidade, pelo menos até agora. Há algum tempo que não me deparava com uma forma de escrever, narrar e desenvolver uma história que me prendesse e marcasse tanto como a que estou prestes a terminar (se não tivesse que trabalhar esta tarde, já a tinha terminado!). Llosa é um mestre no descricionismo, no desenho das personagens, na orientação da trama, na criação de tensões. Enfim, só mesmo lendo. Se pudesse tirava agora umas férias e juntaria às tardes de chuva outonal as narrativas de Llosa, o som de Tigran Hamasyan, Ambrose Akinmusire, Radiohead, Bjork, Marsalis, Miles, Mistuko Uchida e outros, acompanhadas por chá verde do Japão...