Depois do envio de José Sócrates para um centro de novas oportunidades em Paris e na iminência de Santana Lopes privatizar o Totobola, os sócios desta Taberna sentiram-se obrigados a tomar as rédeas do país, tendo como base de comando este espaço!

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10 de julho de 2012

Preços baixos vencem ideologia

Ontem Jerónimo de Sousa foi visto, acompanhado da sua filha, no Continente do Vasco da Gama a comprar um bicicleta por € 79. Vejam bem, este profeta do anti-capitalismo, que ainda no domingo queria nacionalizar a banca, foi ao Continente comprar uma bicicleta.
Podia ter ido a uma qualquer loja ou oficina de bicicletas em Moscavide para ajudar o comércio tradicional, mas não, foi ao Continente. Aquele lugar onde compram tudo a estrangeiros, onde passam a vida a estrangular os empresários portugueses, aquele lugar que é detido, imaginem só, pelo "grande capital".
Porquê? Porque é mais barato. A hipocrisia e a demagogia no seu estado mais puro, o do pensamento pessoal.
Vá lá que pagou em notas. E não tinha Cartão Continente. Não ia agora constar dessa base de dados do "grande capital".

3 de maio de 2012

Se as instituições públicas fossem empresas a sério

O problema deste país não são os trabalhadores, muito menos os empresários e nem sequer são os pensionistas (cujo aumento põe em causa o equilíbrio de todo o sistema da segurança social). O problema deste país são os legisladores e as pessoas que dirigem as instituições públicas e/ou de utilidade pública.
Hoje uma dessas instituições  resolveu dar só mais um exemplo do que é um acto de gestão completamente anormal, infundado, estapafúrdio e que seria completamente proibido numa empresa privada com boa gestão.
Então não é que a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) decide a menos de 2 meses da competição mais importante dos últimos 2 anos renovar o contrato com o seleccionador? Isto é completamente absurdo.
Isto é o mesmo que um informático ser contratado por uma empresa durante 6 meses para desenvolver uma aplicação interna e a 2 meses do término do projecto e da consequente apresentação, ainda sem ter provado que o sistema funciona e serve os interesses das pessoas, o director geral da empresa resolve renovar-lhe o contrato por mais 2 anos. Alguma vez uma empresa decente faria isto? Claro que não. Primeiro prova que a aplicação é boa e que funciona de acordo com as necessidades da empresa e depois então renegocia-se um novo contrato, com novos objectivos e cuja duração esteja directamente linkada aos projectos que a empresa necessita.
Para uma selecção como Portugal, que joga (tem jogado) as duas maiores competições futebolísticas de selecções de 2 em 2 anos, deveria ser estatutário que um seleccionador não poderia ter um contrato superior a 2 anos. Como é óbvio para qualquer ser racional.
O exemplo do Carlos Queiroz não serviu? Imaginemos que a selecção perde os 3 jogos da fase de grupos (nada muito improvável), o que é que fará a FPF? Mantém o seleccionador ou paga a indemnização? Não se percebem estes actos de ingestão. No limite assinavam um acordo em que a FPF ficava com o dever de renovar o contrato caso a prestação de Portugal no europeu fosse satisfatória.