Depois do envio de José Sócrates para um centro de novas oportunidades em Paris e na iminência de Santana Lopes privatizar o Totobola, os sócios desta Taberna sentiram-se obrigados a tomar as rédeas do país, tendo como base de comando este espaço!

Mostrar mensagens com a etiqueta Coisas minhas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Coisas minhas. Mostrar todas as mensagens

11 de setembro de 2013

Prognóstico Eleições 2013

Com praticamente 3 semanas de antecedência, aqui fica o meu prognóstico para as próximas eleições autárquicas:

Junta de Freguesia de Minde:

- Vitória do PSD-CDS, liderado por António Fresco, maioria absoluta;

Número 2 à Câmara em Minde:

- Mais votos para PSD-CDS

Município de Alcanena:

- Vitória do PS, liderado por Fernanda Asseiceira, 5 vereadores;
- PSD-CDS, 2 vereadores;

Assembleia Municipal de Alcanena:

- PS com 11 deputados;
- PSD com 7 deputados;
- CDU com 2 deputados;
- ICA com 1 deputado.

Notas:

- Será, finalmente, o fim do movimento ICA;
- Parece-me que existe uma relativa satisfação da população em relação ao trabalho desenvolvido pelo elenco camarário, não obstante a conjuntura económica e não alheia a forma como herdou a câmara;
- Gostava de ter visto coragem por parte do movimento JFM para se candidatar pelo PS, porque de movimento independente não há ali nem uma unha.

[Actualização (sem qualquer alteração de base)]

Pressuposto e conclusão:

1) pressuposto assumido de dispersão quase total dos votos do ICA entre PS e PSD, com ICA a ter uma votação ao nível da CDU em 2009;
2) caso a dispersão dos votos ICA tenha um comportamento diferente de o assumido neste prognóstico, o resultado poderá tender para 4 vereadores do PS e 3 do PSD.

3 de setembro de 2013

Cantas tão bem


P.s. Obrigado pela prenda...

13 de agosto de 2013

Férias

Aí vêm elas, finalmente.
Depois? Bem, depois uma nova etapa neste carrossel tão próprio que é a vida.
Com desafios constantes e diferentes se vai tentando serpentear a mais que aparente desgraça que vai pairando no país. Não nos iludamos, as coisas apesar de estarem a melhorar, ainda vão demorar algum tempo a ganhar consistência materializável em melhores condições de vida.
O melhor de tudo?
A família, os amigos e os bons momentos que nos proporcionam.
Assim os procuremos e alimentemos.

9 de agosto de 2013

Troca tintas

- Quanto é que costumam pagar por isso?
- x
- Então façam lá isso e não se preocupem que eu pago essa parte.
- Aqui está a factura. Foi y.
- Epá, afinal gastaram muito mais do que eu pensava.
- Mas nunca disse que só podíamos gastar x.
- Pois não, mas pensei que iam gastar o mesmo que costumavam gastar.
- Ok, entendido. Pague-nos x, então.
- Pronto, combinado, ficamos assim.
.
.
.
- Então quando é que pode pagar o x que ficou combinado?
- Afinal, estive a pensar e só vou pagar z.
- Mas isso é menos que x. E muito menos que y.
- Pois é mas a vida está difícil.
- Resumindo: gastou-se y e não pagou y. Ficou por x, porque afinal a conversa inicial sub liminarmente apontava para x. No fim do dia ficou z, porque sim. Ok.

Esta é a história de um típico troca tintas, sem carácter.

30 de julho de 2013

Declaração de (des)interesse

A respeito da forma como os principais promotores da candidatura do Movimento Independente JFM (uau, que original!!) à Junta de Freguesia de Minde - o próprio candidato a presidente de Junta e o Vereador em funções eleito por Minde - andam a utilizar a conotação à Casa do Povo de Minde (CPM) para convencer pessoas (as mais jovens) a ingressarem na lista que pretendem apresentar às eleições deste ano para a Junta, cabe-me informar do seguinte:

1) como membro da direcção da CPM, posso confirmar que não foi assumido qualquer apoio institucional a nenhuma candidatura local ou municipal;
2) os membros da direcção da CPM são, naturalmente, livres de poder apoiar ou pertencer a qualquer lista em que se revejam, não devendo essa atitude ser confundida com uma posição institucional;
3) sei de pessoas que foram convidadas a pertencer à lista em questão e cujo argumento utilizado foi que seria para pertencer à "Lista da malta da CPM";
4) pessoalmente, condeno e desmarco-me totalmente com a conotação que está a tentar ser atribuída entre CPM e esse Movimento;
5) pessoalmente, aliás, não me identifico nem poderia identificar-me com uma não-candidatura, cuja génese da geração foi a vontade de destronar o actual Presidente de Junta (também ele candidato nestas eleições) e não um projecto para Minde ou um conjunto de ideias de melhoria;
6) não confundir esta posição com um apoio à candidatura do actual Presidente de Junta.

Mantenho o Slogan que divulguei aqui há uns tempos: Entre Fresco e Moisés, vota Paulo Vaz.

P.s. eu sei que o Paulo Vaz vai como número 2, mas faça-se o exercício da forma que se quiser, o resultado é o mesmo.

16 de julho de 2013

Espinhas geniais

"a viúva tirava devagarinho as meias ao pai, a mão esquerda o garfo e a mão direita a faca numa delicadeza de extracção de espinhas
- Maria Madalena fez o mesmo ao Senhor
mais perfeita que a avó a dividir o salmonete ao meio e a juntar a pela e a cabeça que o impressionavam num prato mais pequeno
- Podes comer agora
enquanto o avô perseguia as espinhas com a língua, todo ele à procura entre a gengiva e a bochecha, encontrava a aresta, perdia-a, voltava a encontrá-la, empurrava-a com precaução ao longo de um funil de lábios, apanhava-a com dois dedos, esfregava-os um no outro para se libertar dela, secava-os no guardanapo e recomeçava a pesquisa"

Sôbolos Rios Que Vão
ALA

Esta descrição é simplesmente fantástica.
Descrever futilidade é tão mais difícil do que descrever outras coisas.
É (também) aqui que reside a genialidade de ALA.

2 de julho de 2013

Parábola de um país ridículo

No recreio do colégio temos dois miúdos a fazer birra.
Um diz que, como capitão de equipa, é ele que escolhe quem vai à baliza.
O outro diz que se não jogar a avançado para marcar golos e impressionar as meninas, não empresta a bola.
Um não mudou de ideias e outro fugiu com a bola.

1 de julho de 2013

Slogan pessoal para a eleição da Junta de Freguesia de Minde



Entre Fresco e Moisés, vota Paulo Vaz!

24 de junho de 2013

Muito superiores

As declarações proferidas pelo treinador de futsal da equipa que ficou em segundo lugar neste campeonato são demasiado ridículas para serem levadas a sério. Afinal, como quase todas as declarações proferidas por aquela gente.
Não reconhecer a diferença abissal de qualidade entre as duas equipas é um claro sinal da capacidade intelectual desta personagem. Compreendo que custe muito assumir que o adversário é muitíssimo melhor em qualquer aspecto técnico-táctico do jogo. Mas de facto, este ano foi assim. Para o ano veremos.

19 de junho de 2013

Peculiaridades

Ontem, sem querer, fui parar a um blog sobre livros. Sinceramente já nem me lembro do nome.
Andava à procura de informações sobre a editora Difel, concretamente sobre um livro - A Obsessão do Fogo de Jean-Claude Carrière e Umberto Eco -, quando me deparei com a informação que a editora tinha cessado actividade em 2011.
Ao pesquisar sobre o assunto dei com um post num blog que falava sobre o encerramento da Difel. Li o post e, por curiosidade e por se tratar de um blog sobre livros, decidi ler mais alguns posts.
Qual não é o meu espanto deparo-me com erros grosseiros de ortografia (não estou a falar de trocar caracteres), de conjugações (os à com e sem h), de semântica e sintaxe básicas...
Ter um blog unicamente sobre livros e incorrer em erros desta natureza é quase tão peculiar como ser médico e não saber de anatomia, ou como ser piloto de automóveis e não saber de mecânica, ou ser estilista e não saber de costura, ou como... Bem, podia continuar com uma infinidade de exemplos.
A grande questão é que não basta ler por ler, há que retirar algo mais dos livros.
Os escritores, aqueles que sabem escrever, têm a missão de transmitir muito mais que apenas uma história ou um conjunto de ideias, transmitem-nos conhecimento, ensinamentos, fazem-nos pensar, e é isso que dá ao acto de ler a excepcionalidade borgesiana.

18 de junho de 2013

O Jardim do Éden

Lá diz o ditado: não há fome que não dê em fartura.


Obrigado a todos os que, de alguma forma, se manifestaram.
E a ti em especial...

12 de junho de 2013

3 anos depois...

...chegou a razão.

11 de junho de 2013

Gostava de vos ver aqui

Gostava de estar aí
A ver o que se passa aqui, no palco
P´ra não fazer juízo errado
Pois isto de cantar,
É muito mais difícil
Cá deste lado

Ás vezes vocês daí
Nem sonham o que vai p’ra aqui, no palco
Nem pensam que na vossa frente
Quem canta, quem vos diz coisas
Também é gente

Gente que trabalha,
Como um Carpinteiro
Como um Camponês
Como um Mineiro
Gente que faz o trabalho
Como faz amor,
Amor Verdadeiro

Gente que vos diz
Que a canção sou eu,
A canção és tu,
Por isso cresceu
A canção é p’ra vocês,
E só p’ra vocês,
A canção nasceu

Às vezes ficar aí
É fácil, é melhor que estar aqui
É fácil estar aí sentado
Por isto ou aquilo
Julgar quem canta
Cá deste lado

Gostava de vos ver aqui
Aqui ao pé de mim e não aí
E assim seria bem diferente
Fazia da canção um palco
P’ra toda a gente

Gente que trabalha,
Como um Carpinteiro
Como um Camponês
Como um Mineiro
Gente que faz o trabalho
Como faz amor,
Amor Verdadeiro

Gente que vos diz
Que a canção sou eu,
A canção és tu,
Por isso cresceu
A canção é p’ra vocês,
E só p’ra vocês,
A canção nasceu

Gostava de vos ver aqui…


Paulo de Carvalho
Um dos músicos portugueses  que mais admiro

Esta Letra é genial pela sua aparente obviedade...
O respeito pelo Palco é tão sincero que chega ser repelente...
Mas é assim que o Palco deve ser tratado: com respeito.
Quem não O respeita não deve ter o privilégio de O pisar.

6 de junho de 2013

Ida à Feira do Livro


As primeiras compras. Veremos se as últimas.
Mais algumas notas sobre a Feira do Livro:
- é impossível, no mesmo dia, aproveitar a Hora H nas duas maiores praças (Leya e Porto Editora);
- para mim é impossível comprar na Hora H nessas duas praças (não tenho paciência para filas gigantescas);
- a Porto Editora com o seu código de cores na Hora H consegue duas coisas: a) simplifica bastante a vida a quem compra porque é fácil identificar os livros em desconto; b) evita que muita gente questione os critérios de escolha para os livros em desconto;
- a Quetzal não levou As Ilhas Desconhecidas de Raul Brandão para a feira (dizem que deve estar disponível numa Bertrand);
- apesar da intensa procura em todas as bancas de alfarrabistas e nalgumas de editores que já editaram o livro, não consegui encontrar O Jardim do Éden do Hemingway. Quer isto dizer que a busca vai continuar;
- recebi um presente;
- dei um presente;
- a Granta já cá canta;
- ficou-me na retida as Obras Completas de Borges, os 4 volumes, por € 60. Para reflexão.

5 de junho de 2013

Respeito

O respeito deve-se a quem nos respeita, seja essa forma de respeito mais ou menos activa, mais ou menos passiva. Quem desrespeita não merece respeito, a menos que se retrate.
Por isso é com orgulho que assisto à tomada de posição da direcção do Sporting Clube de Portugal em relação ao clube do Porto que, com a conivência dos que geriram o Sporting nos últimos 20 anos é certo, tem sistematicamente desrespeitado o Sporting Clube Portugal e todos os sportinguistas.
Este corte de relações é também dirigido a todos esses dirigentes, que tanto mal fizeram ao Sporting.
O caminho faz-se caminhando e nós temos o nosso caminho próprio.

31 de maio de 2013

Primeiras da Feira do Livro

Com o vento que tem feito nos últimos dias, ir à Feira do Livro depois das 19h é do mais desagradável que se possa imaginar.
O espaço Leya continua com a mesma repelência de sempre.
Gostei de ver uma banca com os livros da AHAB, não me lembro de os ver lá no ano passado.
A Granta estava esgotada.
Não encontrei O Jardim do Éden do Hemingway.
Ainda não fui à banca da Quetzal (maldito vento). É aí que espero encontrar As Ilhas Desconhecidas do Raul Brandão.
Ainda não comprei nada porque o ano passado senti-me espoliado. Comprei livros nos primeiros dias da Feira que nos últimos dias estavam a metade do preço (e não estou a falar de livros do dia nem a comparar horários normais com hora H). Por isso este ano só comprarei nos últimos dias.

29 de maio de 2013

É isto (dito por brasileiros)

A rinite alérgica se acompanha de: espirros repetidos, nariz escorrendo (coriza), congestão nasal e coceira no nariz, olhos, ouvidos e garganta. Em alguns casos, ao invés de produzir a coriza, a secreção (catarro) escorre por trás das narinas produzindo o que se chama de “gotejamento pós nasal “ que escorre em direcção à garganta, provocando o aparecimento da tosse. Neste caso, caracteriza-se por piorar de forma acentuada à noite, com acessos ao deitar, na madrugada ou pela manhã ao acordar. 

3 de maio de 2013

Companheiro Herzog

Há livros que custam a ler.
Que não apetece devorar.
Cuja vontade em terminar é ténue.
Porque acabar o livro significa dizer adeus à personagem.
Porque a personagem é tão credível que apetece conhecê-la.
Pela identificação com a personagem.
Pela afeição quase real que se ganha àquelas personagens cuja criação só está ao nível dos grandes mestres da escrita.
Saul Bellow criou Herzog.
O meu companheiro Herzog.
Até um dia.

30 de abril de 2013

2


23 de abril de 2013

Um Visão de nada

A Visão comemora os 20 anos e lembrou-se de (ou alguém lhe propôs) colocar a seguinte questão:
Em si mesma, a pergunta não passa de uma idiotice. Uma falácia desprovida de qualquer inteligência.
Terá sido levada a sério porque a agência de meios contratada (e provavelmente foi essa mesma agência que teve a ideia) assumiu que, numa lógica de marketing, vendas e notoriedade da marca, poderia ser interessante. Poderia resultar num enredo de originalidade, ia criar buzz e a revista precisava de algo marcante para assinalar os seus 20 anos. Legítimo da parte de quem vende a ideia. Ridículo da parte de quem compra.
Decidiram então avançar com a campanha sobre a temática d'Os Lusíadas "versão século XXI". Para compor o ramalhete convidam dois "talentosos" graffiters para umas pinturas e JL Peixoto para escrever uma adaptação à obra maior de Luís de Camões em 10 contos, um sobre cada um dos cantos que a compõem.
E era aqui que queria chegar.

Algures, li alguém que tentou definir este primeiro conto de JL Peixoto com apenas uma palavra. A palavra utilizada foi: inenarrável.
Também li o excerto do primeiro conto (será?) e chegou-me. Mau demais.
Nunca vi nada de extraordinário em Peixoto, além de ser um perfeito marketeer dos livros. Continuo a não ver. Confesso que tenho curiosidade em ler o livro da viagem à Coreia do Norte, mais porque o tema me interessa do que propriamente pela escrita. Aliás, se, ao ler umas passagens como quase sempre faço antes de comprar um livro, me parecer que a coisa está muito romanceada e pouco descritiva já nem lhe toco. É uma escrita com a qual não pretendo gastar mais tempo. Já li o que tinha a ler desta personagem. E, devo acrescentar, para mim, a escrita de Uma Casa na Escuridão (2002), é muito melhor que a dos romances recentes. Era uma escrita mais escorreita, mais enleante, mais elegante até. Agora não passa de uma escrita pretensiosa, cheia de manias e pouco genuína.

P.s. Sim, eu sei que é um bocado irónico eu estar a falar no Peixoto no dia mundial do livro. Mas calhou...