Depois do envio de José Sócrates para um centro de novas oportunidades em Paris e na iminência de Santana Lopes privatizar o Totobola, os sócios desta Taberna sentiram-se obrigados a tomar as rédeas do país, tendo como base de comando este espaço!

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3 de abril de 2013

A realidade é inconstitucional, por HR7

A realidade é inconstitucional. É este o ar do tempo em Portugal: a realidade é inconstitucional, a crise é inconstitucional, a bancarrota é inconstitucional, mas o peso brutal das pensões e demais "direitos adquiridos" é constitucionalíssimo. Confesso que fico fascinado perante este processo mental: decreta-se que o efeito (a crise, a bancarrota, a necessidade de cortes) é inconstitucional ao mesmo tempo que se consagra a intocabilidade da causa (os tais "direitos adquiridos" de partes da população). Isto revela um regime e uma cultura política completamente bloqueados: a montante, é impossível mudar o que está mal a tempo e horas devido a cegueiras ideológicas e a interesses corporativos; a jusante, o regime que recusa mudar consagra a inconstitucionalidade da realidade financeira que ele próprio produziu. Ou seja, o regime faz birra quando se confronta com os efeitos da sua própria acção. Não temos uma Constituição, temos uma criança mimada. Resultado final do miminho? Como é impossível tocar estruturalmente na despesa, o regime lança mais impostos sobre a sociedade que produz e que está lá fora, fora do espaço dos "direitos adquiridos". 
E esta absurda injustiça é feita, repare-se na perversão, em nome da Constituição. Das duas, uma: ou a interpretação em voga da Constituição está errada, ou temos uma Constituição inconstitucional que não merece respeito.
Henrique Raposo, aqui

2 de abril de 2013

Ler as intenções

São muito ténues os sinais de melhoria do país, talvez até nem passem de uma sombra que fugazmente pode perder os seus contornos, bastando para isso a passagem de uma nuvem.
A materialização destes sinais deverá demorar mais alguns meses, provavelmente só próximo ano os começaremos a sentir de facto.
O que me leva a esta conclusão:

a) a análise de dados económicos, nomeadamente o Índice de Produção Industrial e o Índice de Vendas a Retalho (actualizados mensalmente pelo INE), que mostra algumas melhoria nos primeiros 2 meses do ano;

b) o interesse abrupto do PS em voltar ao governo, utilizando para isso todas as armas de que dispõe mesmo que insípidas, inócuas e gastas de tanta utilização. Há meses atrás Seguro referia que este governo deveria terminar a sua legislatura, nos últimos tempos (de forma errada, mas enfim) tem feito de tudo para que isso não aconteça.

28 de março de 2013

Sobre a animalidade de ontem...

Não vi nem vou ver...
Leio nas capas de alguns jornais que Sócrates ontem atacou Cavaco e que foi por influência deste que o seu governo caiu.
Pois bem, daqui sai mais uma vénia a Cavaco!

Mas para quando a privatização da RTP?

27 de março de 2013

A voz dos clientes (8)

Hoje é o dia mundial do teatro...
Que dia tão bem escolhido para levar a cena uma peça protagonizada pelo grande actor Sócrates.

Alexandre Pires

26 de março de 2013

Ladrão que rouba a nação

Recebido por mail

Chipre

Recebido por mail

5 de março de 2013

É sempre possível mais austeridade


Pergunta:
Porque é que acham que uma exigência deste tipo ainda não foi feita em Portugal?

Pista:
Se forem daqueles cuja primeira ideia que lhes passou pela cabeça após ler esta pergunta foi:
"Por causa do trabalho que este governo está a fazer", mas que depois não conseguem assumir isso e preferem ir para o café dizer tudo quanto é mau do governo (e de tudo em geral), não se preocupem. Não é  assim tão grave. Até estão mais ou menos certos nas ideias, são é uns carneirinhos cobardolas.

Obviamente que nem tudo o que este governo está a fazer é bem feito, nunca assim será. Mas é pelo facto de estarmos a cumprir com o memorando assinado (sim, aquele que o PS também assinou) que medidas e exigências deste tipo ainda não foram impostas a Portugal. Por outro lado, também é óbvio que nem todas as medidas do memorando são correctas ou têm os resultados previstos inicialmente, mas este ajustamento que estamos a viver era crucial (e continuará a sê-lo até que os grandes cortes da despesa pública assumam um carácter estrutural, duradouro e protegido). E como todas as decisões cruciais nas nossas vidas: tem os seus custos, acarreta as suas dores e testa as nossas convicções. Esperança, expectativa e convicção são o sustento de que a mudança será para melhor.

4 de março de 2013

É assim que Portugal vai mudar


São estas as 5 propostas do PS para Portugal sair da crise. Mais um contributo brilhante do PS para país. Obrigado.
No ponto 1 chegam ao ponto de afirmar que defendem "disciplina e rigor orçamental". O que não deixa de ser...vá, curioso, para quem deixou ao país um défice na ordem dos 10% em 2010 (com um PIB muito maior que agora, portanto em termos nominais foi absolutamente monstruoso).
O ponto 2 tem de tudo. Uma medida que me parece boa: a redução do IVA da restauração (aliás, nunca deveria ter subido). Uma medida que teoricamente não é má mas que na prática corre o risco de ser mais um antro de interesses e de corrupção: o banco de fomento. Uma medida que é um disparate pegado e que provavelmente geraria mais desemprego ainda. E até uma medida que não é bem uma medida, é um slogan para a construção civil.
Depois vem o ponto das "Novas Oportunidades 2", que mais parece a saga dos programas da Teresa Guilherme na TVI que têm sempre sequelas.
O ponto 4 é caricato vindo de quem negociou o programa de ajustamento e agora aparece como se não tivesse nada a ver com isso, querendo renegociar tudo o que negociou.
O ponto 5 é o melhor. Tem o nome de: "Agenda para o crescimento e o emprego.". E na prática reconhece que o actual governo está no bom caminho e a pensar no crescimento e no emprego, porque estas 3 medidas já estão a ser desenvolvidas pelo governo há muito tempo.
Pena que este PS não passe da vacuidade habitual...
Quem gostou destas medidas foi a comunicação social que logo se apressou a dar eco sem sequer  as questionar.

Comício bem composto

Os número são dispares, não se chega a perceber bem qual o impacto do comício da manifestação, não é unânime a representatividade daquela reunião, muito menos virá dali algum contributo útil para ultrapassar a situação que vivemos.
No entanto, duas notas:
 - a maioria das pessoas que marcaram presença não percebe que está a ser completamente instrumentalizada e que o que se passou não foi bem uma manifestação, foi sim um comício alargado da esquerda portuguesa;
- manifestar-se contra o estado actual do país é um direito, provavelmente até um dever de um cidadão consciente. Já manifestar-se sob o lema "Que se lixe a Troika" é demasiado preocupante porque demonstra que, pelos menos aqueles que se revêem neste lema, não perceberam nada do que passou em Portugal nos últimos 15 anos. E com gente assim será difícil resolver os problemas que, impreterivelmente, teremos que resolver para não corrermos o risco de ter outra troika em Portugal daqui a uns anos.

28 de fevereiro de 2013

Vestígios de burro

Foi assim que os responsáveis da cadeia H3 responderam a um artigo da revista Sábado sobre a alegada presença de carne de cavalo nos hambúrgueres vendidos pela cadeia portuguesa:


Se os hambúrgueres têm carne de cavalo ou não, é coisa que não sei, mas tenho a certeza que os níveis de humor e sátira dos responsáveis da H3 estão em alta.

15 de fevereiro de 2013

25 de janeiro de 2013

Aliviado, mas errado

Com a decisão de ontem de adiamento da privatização da RPT, Relvas pode respirar tranquilamente mais uns tempos. O Balsemão vai ordenar uma pausa nos ataques.
No entanto, este falhanço de Relvas é que seria motivo mais que suficiente para exigir a sua demissão. Mas enfim, a imprensa que domina este país só se preocupa em defender os seus interesses. O interesse nacional é coisa que não lhes assiste.

23 de janeiro de 2013

Dívida pública

A dívida pública é a soma dos défices sucessivos.
Ora, se Portugal continua a acumular défices (ainda este ano andará na casa dos 5%), é óbvio que a dívida continua a aumentar em termos absolutos (em termos relativos também mas aí já tem que se ter em conta o efeito de decréscimo do PIB).
Como se reduz dívida? Eliminando o défice e criando um superavit orçamental que permita amortizar dívida em vez de a substituir sempre que esta chega à maturidade.
Como se cria superavit orçamental? Tendo mais receitas do que despesas. Gastando menos do que se recebe.

Maturidade

Portugal não negociou mais tempo para concretizar o programa de ajustamento.
Portugal não terá qualquer alívio na execução do programa de ajustamento.
A única coisa que Portugal negociou foi o aumento da maturidade da dívida. Ou seja, o prazo em que se vencem as dívidas do empréstimo da troika.
Não houve redução de dívida, não houve perdão de dívida, não houve renegociação de taxas de juro.
Portugal nem sequer terá grandes benefícios financeiros com esta operação. Terá, certamente, benefícios económicos e benefícios não mensuráveis, a esta altura, relacionados com credibilidade e honorabilidade.

21 de janeiro de 2013

Mudanças


Apesar da forma como o Público trata a notícia - este título é miserável e revelador da forma como se faz jornalismo em Portugal -, em 2012 o saldo entre encerramento e abertura de novas empresas é favorável. Mas mais do que isso, a principal notícia desta notícia, passe a redundância, é que nas novas empresas a predominância da prestação de serviços caiu tendo sido transferida para as área de agricultura e produção animal.

Isto além de ser uma boa notícia é um reflexo de uma mudança de espírito por parte da sociedade empreendedora. E era isto que a notícia deveria ressalvar. Mas a opção deste pasquim é bem clara e só se deixa levar por ela quem quiser.

16 de janeiro de 2013

Gente sem objectivos


Quando sair do Bayern deve ir treinar o Celtic (caso o Rangers entretanto não chegue à primeira divisão...)

Igualdades

O Estado confia tanto no SNS que criou um sistema paralelo, a ADSE, só para os seus funcionários.

Mais um indício do assalto ao poder

Luís Bernardo e Mafalda Costa Pereira vão voltar a liderar a comunicação do PS. Equipa de Sócrates regressa para assessorar Seguro.

Depois da demissão de Jorge Coelho, agora é o Luís que volta ao PS ("Estou bem assim, Luís?" - perguntava Sócrates antes de dizer ao país que estávamos à beira da bancarrota e tínhamos que pedir ajuda externa aos malvados da Troika que acabaram por ter nos salvar).
Desconfio que nem assim a anormalidade do Seguro lá vai.

Mais um indício deste assalto declarado ao poder, são as declarações de Freitas novo-socialista-que-em-tempos-fundou-o-cds do Amaral. Diz ele no alto da sua sapiência - talvez a mesma que o fez aceitar o convite para pertencer ao governo do pior primeiro-ministro que Portugal alguma vez teve - que Cavaco deverá dissolver a AR se a situação social se agravar. Nunca o ouvi dizer o mesmo sobre os dois governos que levaram o país a pedir ajuda externa e consequentemente a ter que enfrentar esta crise social.

Portanto, no seio do PS a agulha virou um pouco. Percebendo que o governo se está marimbando para vozes de burros (no sentido literal) optaram por deixar de exigir que o governo se demitisse e voltaram-se para uma pressão sobre Cavaco.

Veremos se ainda resta alguma dignidade e inteligência a Cavaco. Quero acreditar que sim.

15 de janeiro de 2013

Dessintonia, desnorte ou simplesmente o mesmo de sempre?

É o estado em que se encontra este PS.
Liderado por um incipiente, inócuo e irresponsável Seguro.
Manobrado por um Zorrinho que, como o diminutivo do nome indicia, não passa de uma amostra sabe-se lá de quê. De político e de homem sério não é com certeza.
Corneado por um Lello embebido de arrogância e desfaçatez, envolto em corrupção e mentiras.
Nada de bom augura o PS para o presente e para o futuro, após ter conseguido dilacerar o país. Mas será que existe em Portugal capacidade para discernir isso mesmo?

Respondendo à minha própria questão:
O mesmo PS de sempre, sem dúvida.